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sábado, 13 de junho de 2015

NOSSOS ALICERCES, NOSSA POLÍTICA, NOSSA VIDA

Mateus 7:24- 28 “24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26 E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; 27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 28 E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;” Amados, hoje, assistindo a um debate do Jô com a nossa Presidente Dilma, fiquei pensando na qualidade dos nossos alicerces, enquanto nação, enquanto pessoas que contribuem para o crescimento do país, e enquanto Cristãos, povo que se chama pelo nome do Senhor, que deve contribuir para o crescimento do Reino de Deus, do qual fazemos parte. Ouvi a Presidente dizer que não podemos dizer que durante o seu Governo, nada foi feito. Até concordo, de certa forma. Entretanto, fiquei pensando: O problema é que tudo que fizemos está se perdendo. O sentimento que tenho é de que estamos desconstruindo em messes o que levamos anos, décadas para construir. E sem querer apontar culpados, pois os resultados estão aí a olhos vistos para todos quantos têm olhos verem, e também porque de acusadores o mundo já está cheio, quero falar um pouquinho sobre estas construções. Lembrei-me, então, deste texto da Palavra de Deus, que nos remete a um detalhe pouco valorizado nos nossos dias: a qualidade dos nossos alicerces. Deus passou um fim de semana inteiro falando comigo sobre eles, e agora Ele traz de volta este tema, tão grande é a necessidade de, a começar por mim, prestarmos mais atenção não apenas quanto ao que estamos construindo, mas também a como e mais, sobre que base, estamos construindo. Afinal, a vontade do nosso Deus é que cresçamos, que alarguemos nossas tendas, mas que façamos isto de forma que seja duradoura e sustentável para a glória do nome de Deus e para que a nossa alegria, como Jesus dizia no Evangelho de João, seja completa. Em assim sendo, passo agora a mostrar as lições que Deus me deu neste texto: 1. A importância que dedicamos aos nossos alicerces define a durabilidade e a sustentabilidade dos nossos projetos. Quantos não passaram pelo sonho de ter seu apartamento comprado que, poucos anos depois, foi trocado pela desilusão de vê-lo ruindo por causa de alicerces frágeis? E por que isto aconteceu? Porque a construtora, assim como os futuros moradores, queria ver a obra pronta, mas não se preocupou com a qualidade dos alicerces desta construção. Afinal, isso nem é visto! Quem vai se perguntar se o prédio comporta com seu peso e com o peso de seus móveis, em se tratando de um prédio rescém-construido? É besteira! Este é o pensamento da maioria das pessoas. Mas aqui Jesus nos alerta para o perigo de vermos tudo desmoronar porque não construímos em lugar apropriado e seguro. Este não tem sido nosso erro enquanto nação? São apenas quatro anos de Governo, que podem ou não serem renovados. Portanto, é preciso mostrar resultados práticos e rápidos no primeiro governo, da mesma forma que pode-se deixar de mão muito do que se fez no segundo e relaxar, porque quatro anos passam rápido e não há mais nada que se possa fazer. O resultado é que os resultados não tem tempo de se tornarem estáveis, e as perdas são rápidas de mais quando os detalhes não são vistos, pois é mais fácil cair que continuar de pé. Não é este também o nosso erro enquanto pessoas? No nosso trabalho, nas nossas relações pessoais, queremos mostrar resultados rápidos no início, esquecendo que a essência é o que realmente fica, esquecendo que o que é aparente sempre dá espaço ao que é real. E quando isso acontecer, o que vamos encontrar? Sonhos firmados, ou frustrações? Promoção no emprego, ou demissão por não sermos exatamente como queríamos que nosso patrão nos visse? Empresas solidificadas, ou falidas? Não é este nosso erro como povo de Deus? Apostamos alto que veremos as nossas promessas cumpridas, mas pouco na comunhão com Deus que nos faz suportar o dia mau. Queremos ir ao culto da vitória, e esquecemos da oração de humilde rendição a Deus e aos seus propósitos. Queremos sempre que o Deus da ressurreição venha ao nosso encontro, mas valorizamos pouco a vida que temos e a vida de quem dizemos amar, e quando a caminhada aqui finda, ficamos chateados com Deus por não fazer o que achamos justo. Não dá para fugirmos desta regra: Ou escolhemos construir num lugar seguro, ou apostamos alto nos alicerces, ou a queda será inevitável. 2. O parâmetro pelo qual devemos medir a qualidade dos nossos alicerces é a o crédito que damos à Palavra de Deus. Há uma lista enorme de motivos porque devemos colocar Deus e a sua Palavra como parâmetro. Alguns deles são: A premissa de que somos criação sua, o fato de que embora muitos tentem negar, a Palavra de Deus, Escrita a tantos séculos atrás, continua atualíssima, com respostas que até hoje produzem vida a nossa vida, o fato de que embora a Igreja seja composta de pessoas imperfeitas, ela prega a Palavra do Deus que é perfeito, e é esta Palavra que merece crédito, e a lista continua. Mas hoje o que vemos é uma sociedade que não se importa em conhecer a palavra de Deus. Afinal isto demanda tempo e renúncia, e aí é bem mais fácil escolher um estilo de vida qualquer dentre os muitos disponíveis e colocar qualquer outra coisa no lugar. Mas não conhecer não é tuto. Hoje a nossa sociedade zomba dos valores de Deus, das coisas de Deus e do próprio Deus. E se é tão ruim assim viver em conformidade com a Palavra, o que vamos colocar no lugar então? Esse é o problema! Ninguém sabe! E aí cada um coloca o que quiser e tudo bem, porque hoje tudo é relativizado. Mas, perdão pela sinceridade, não está dando certo. Imagina se todos resolvessem que a viga do seu prédio tivesse ferro, mas também alumínio, plástico, borracha, papel, e tudo bem. Adivinhem \qual seria o resultado! E porque com a nossa vida e a nossa sociedade tem que ser assim, qualquer coisa dirige a nossa vida? Jesus diz claramente: “Aquele que ouve as minhas palavras e as pratica...’ e depois “Aquele que ouve as minhas palavras e não a pratica...” É a Palavra de Deus e a nossa atenção a ela que nos ajuda a sabermos aonde temos construído nossa vida, e qual será o resultado final. Ainda dá tempo de construirmos em alicerce seguro. 3. A qualidade da nossa construção demonstra também a qualidade do nosso caráter. Se observarmos com atenção, o tipo de vida que construímos mostra muito mais do que aquilo que queremos para nós, mas também mostra a nossa disposição, a nossa perseverança ou a falta dela, a nossa omissão ou o nosso comprometimento, ou seja, mostra também o nosso caráter. Há dois grupos nesta parábula que Jesus usa: os sensatos e os nsensatos; os que medem as conseqüências do que fazem e os que não medem; os que investem tempo de qualidade, e os que são meramente pragmáticos. Hoje temos construído no solo da corrupção, do tira daqui e bota ali,do não posso levar o prejuízo nunca e o outro que se quebre, do me importar só comigo, da valorização das coisas em detrimento das pessoas, da valorização do sexo em detrimento do outro, dos relacionamentos, do amor. Depois, certamente veremos a verdade aparecendo, os crimes sendo descobertos,as relações se desgastando e as pessoas vivendo como mortos emocionais, o que mais? Hoje somos considerados pelas outras nações como um país do jeitinho brasileiro (desonestos), do sexo livre (promíscuos), o país dos amantes do futibol e do carnaval enquanto o país enfrenta a crise (irresponsáveis), etc. Não dá mais para acharmos que ninguém saberá quem realmente somos, se nos conformamos em sermos assim e não buscamos novos alicerces. 4. A tempestade sempre vem a todas as construções, pois é ela a quem põe à prova a sustentabilidade de cada uma. A bíblia diz que a chuva e o sol vem sobre todos, bons e maus, justos e injustos. Assim também, as tempestades da vida vem sobre todos, e ninguém pode escapar. O importante nisto tudo é saber que elas funcionam como uma espécie de termômetro, porque é quando elas vem que sabemos se o que temos é verdadeiro ou não, é forte ou não, resiste ou quebra. A crise é mundial. Há muito que não está sob o controle de ninguém em específico, mas como temos construído nos dirá se permaneceremos vivos. Se a nossa sociedade fosse construída no solo da transparência e do bom uso do dinheiro público, não teríamos que sofrer ajustes tão violentos; se a nossa sociedade fosse construída no solo do uso consciente dos recursos ambientais, não estaríamos na eminência de ficarmos sem água e não teríamos um ar tão poluído, uma natureza tão devastada. Se construíssemos no solo do respeito, não seriam necessárias leis específicas para mulheres, idosos, deficientes, etc. Mas onde temos construído? Vamos contruir em Deus, e poderemos descansar no fato de que as tempestades não deixarão de vir, mas não nos matarão, porque a nossa casa continuará de pé. 5. Quando os resultados aparentes são priorizados em detrimento do alicerce essencial, a nossa construção fica comprometida. Quantas vezes precisamos do resultado para ontem, e por isso precisamos construir rápido, não importa se com um material inferior. Ouvi uma frase que marcou o meu coração para sempre, dita pelo Pastor Nelson Monteiro, um dos meus Professores do Seminário: “Não deixe que o que é urgente ocupe o lugar do que é importante.” É urgente vivermos a vida? Talvez. Mas é importante vivermos bem, porque só temos esta. Nosso coração grita por justiça? Sim, mas do Senhor vem a vingança. A nós, Ele ensina o perdão e nos dá meios legais para que a busquemos, quando necessário. Nosso coração clama por amor? Natural, mas não é pisando no coração de outros que conseguiremos isto, nem tão pouco desvalorizando nossos corpos e sentimentos. Além disso, somos amados pela pessoa mais importante do mundo, Deus. 6. O que construímos tem conseqüências eternas para nós e para muitos. Quando temos um mau governo, todos pagamos a conta, uns porque lideram mal e outros porque escolheram mal. Quando temos relacionamentos mal ajustados, todos sofremos. Então, aquela idéia de que a minha vida só diz respeito a mim, definitivamente é uma desculpa para não pensar na conseqüência dos nossos atos na vida de outros. Elas existem sim, e podem ser eternas, da mesma forma que as decisões tomadas pelo governo podem afetar a história de um país para sempre. A renúncia, o reconhecimento do erro, o arrependimento, o amor sacrificial, nada disso parece bom u fácil à princípio. Mas construir nestes solos é garantir alicerces seguros para uma vida feliz no futuro. Que o Senhor nos ajude nesta construção e nos abençoe.

domingo, 1 de março de 2015

DEUS QUER QUE TENHAMOS UMA HISTÓRIA COM UM FINAL FELIZ


(Eclesiastes 7:1-14).
1. O nome limpo vale mais do que o perfume mais caro; e o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento.
2. É melhor ir a uma casa onde há luto do que ir a uma casa onde há festa, pois onde há luto lembramos que um dia também vamos morrer. E os vivos nunca devem esquecer isso.
3. A tristeza é melhor do que o riso; pois a tristeza faz o rosto ficar abatido, mas torna o coração compreensivo.
4. Quem só pensa em se divertir é tolo; quem é sábio pensa também na morte.
5. É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que escutar elogios de um tolo.
6. A risada dos tolos é como os estalos de espinhos no fogo — não quer dizer nada.
7. Quando o sábio usa a violência, ele se torna tolo. Quem aceita suborno estraga o seu caráter.
8. O fim de uma coisa vale mais do que o seu começo. A pessoa paciente é melhor do que a orgulhosa.
9. Controle sempre o seu gênio; é tolice alimentar o ódio.
10. Nunca pergunte: “Por que será que antigamente tudo era melhor?” Essa pergunta não é inteligente.
11. Todos neste mundo devem ser sábios. Ter sabedoria é tão bom como receber uma herança.
12. A sabedoria é melhor do que o dinheiro. A vantagem da sabedoria é que ela conserva a vida da gente.
13. Pense no que Deus faz. Quem pode endireitar o que ele fez torto?
14. Quando as coisas correrem bem, fique contente; quando as dificuldades chegarem, lembre disto: é Deus quem manda tanto a felicidade como as dificuldades, e a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã.

Todos nós queremos ter sucesso em todos os aspectos de nossas vidas. Todos nós queremos ser mais do que mais um na multidão, queremos ser diferentes e fazer diferença aonde vamos, mas nem todos estamos dispostos a assumir posturas, riscos e responsabilidades que são imprescindíveis para alcançarmos êxito nas nossas pretensões
Neste capítulo, o sábio Rei Salomão dispõe o seu coração para refletir sobre a temporalidade da vida e o legado, bom ou mau, que necessariamente deixamos para os que nos rodeiam. E refletindo, ele passa a nos dar conselhos preciosos, inspirados pelo Espírito Santo, e tudo isso com um único objetivo: mostrar-nos que mais importante que ter um início de história bonito, é ter um final de história feliz; que mais importante do que começar bem é terminar bem, porque como diz o sábio, “o fim das coisas é melhor que o começo”.
Portanto, abramos o nosso coração e o nosso entendimento para o muito que Deus tem para falar conosco sobre o que temos feito da nossa vida. Perguntemos hoje sinceramente a Deus, e ouçamos as suas respostas para o seguinte questionamento:
O que precisamos fazer para que nossa história tenha um final feliz?
1.       Precisamos cultivar uma vida íntegra (Ec. 7:1).
A bíblia começa nos dizendo que o nome limpo é melhor que um bom perfume, porque não há como ter uma história com um final feliz sem cultivar, durante toda vida, uma vida íntegra e respeitosa. A nossa vida, percebamos ou não, aceitemos ou não, exala cheiro de vida ou de morte para os que nos cercam. Daí a comparação do nome limpo com um bom perfume. Não faremos diferença na vida de ninguém se exteriormente usarmos cosméticos caríssimos, que por si só dizem a quem se aproxima de nós que temos uma vida “boa” (porque afinal, é esta a impressão que queremos causar quando usamos tais produtos), mas o nosso interior exala os mais fétidos odores do orgulho, da intolerância, do egoísmo, do rancor, ou de outros sentimentos semelhantes.
O nosso engano é pensar que o exterior abafa, esconde, disfarça o nosso interior. Da mesma forma que chupar um bombom não resolve o problema do mau hálito, nossa oponência não impede que as pessoas sintam o mau cheiro do nosso caráter.
Esta verdade é corroborada pelo apóstolo Paulo, que afirma que quando temos comunhão com Deus, exalamos o bom perfume de Cristo, e este perfume produz vida para os que crêem e morte para os que não crêem (dois Co. 2:14-16). Isto nos mostra que não apenas exalamos perfumes, mas que o perfume que exalamos afeta a vida dos que nos rodeiam. Vemos, então, e importância de termos uma vida que cheire a vida, a lealdade, a integridade, especialmente quando Salomão nos diz, logo depois disso, que mais importante do que o dia do nascimento é o dia da morte.  
2.       Precisamos lembrar-nos da temporalidade da vida (Ec. 7:2).
Na maior parte do tempo, vivemos como se nunca fôssemos morrer e como se sempre pudéssemos continuar com a força e o vigor que possuímos na juventude. Além disso, também não gostamos da idéia de nos expor ao sofrimento, nem nosso, nem de outros. Vivemos fugindo da dor mais do que um gato foge de água fria. Mas isto não tem nada a ver com a nossa realidade. Fato é que todos nós teremos que passar pelo formão da dor e do sofrimento, em vários momentos de nossas vidas. Por isso Deus nos aconselha a conviver com os que passam por lutos, para sabermos e lembrarmos que um dia também iremos.
E se fôssemos hoje? Como as pessoas lembrariam-se de nós? Sentiriam saudade, ou alívio? Tristeza, ou gratidão a Deus por viver a bênção de não terem mais que conviver conosco? Precisamos encarar a morte como um fato inevitável, para vivermos a vida como um grande espetáculo onde cada sena é importante.
3.       Precisamos entender que muitas vezes Deus permite que soframos para nos dar um coração solidário, e não revoltado (Ec. 7:3, 14).
Aqui reside uma outra verdade preciosíssima! Deus nos moda na dor e no sofrimento, porque só assim desenvolvemos a habilidade da empatia e da solidariedade. Dificilmente que não sofreu se importa com o sofrimento de quem sofre. Redundante? Talvez, mas com certeza poderosamente verdadeiro.
Sempre que sofremos, temos escolhas a fazer. Já ouvi alguém dizer que “mais importante do que o que a vida ou que as pessoas fazem conosco, é o que fazemos com o que foi feito”. Sim! Você pode escolher em meio ao sofrimento! Pode escolher aprender a ser forte, ou a enfraquecer-se; aprender a ser solidário, ou egoísta; a ser resignado e a ver a prova do amor e do cuidado de Deus com sua vida, ou revoltado e descrente das promessas. Aqui Deus quer nos ensinar que um dos objetivos do sofrimento é nos tornar sensíveis com a dor do outro para nos ajudarmos mutuamente, mas a escolha, no final, é sempre nossa.
4.       Ouvir bons conselhos para refletir sobre o legado que estamos deixando (Ec. 7:4-6).
Não há ninguém tão bom que não possa melhorar, nem tão rui que não tenha nada de bom para mostrar. Você já deve ter ouvido frases semelhantes a esta, certamente. Mas parece que quando o assunto somos nós, sempre achamos que podemos decidir sozinho, que as nossas decisões não precisam de tempo, e especialmente que não precisamos gastar tempo refletindo, conhecendo a nós mesmos, porque já temos muito com que nos preocupar. Mero engano.
Quem não conhece a si mesmo, não conhece a realidade em que vive. Quem não ouve conselhos, na melhor das hipóteses não amplia sua visão de mundo. Quem só pensa em se divertir, não se prepara para os tempos difíceis, que pode crer, não demoram a chegar.
5.       Precisamos entender que não há ninguém que sempre esteja certo, e que não somos definidos por uma atitude que tomamos, mas pelo conjunto de atitudes (Ec. 7:7).
Quando a Palavra de Deus nos diz que um sábio pode tornar-se tolo quando usa de violência, que o suborno pode corromper o bom caráter, encontramos a verdade de que ninguém está sempre certo e de que, caso não tenhamos firmeza, podemos sim, ser corrompidos e nos tornar pessoas piores, ao invés de melhores. Entretanto, exatamente por estarmos expostos aos erros, precisamos lembrar que não somos e que os outros não são definidos apenas por uma atitude isolada, mas pelo conjunto delas. ´
É fácil esquecermos, sempre que somos feridos por alguém, de todo bem que esta pessoa já nos fez. É fácil trocarmos uma vida inteira de gentileza por um momento de insensibilidade. Difícil é fazer o mais excelente: permitir que a porta do perdão e da graça esteja aberta e avaliar o outro pelo conjunto da obra. Mas não é isso que esperamos de Deus sempre que oramos? É isto que Ele também espera de Deus como gratidão pelo perdão concedido por Ele a nós (MT. 6:12, 14-15).
6.       Crer que tudo vai dar certo no final, por isso não precisamos tomar decisões precipitadas ou impensadas (Ec. 7:8-10).
Precisamos urgentemente aprender a crer sempre que o fim das coisas é melhor que seu início. Mesmo quando o fim parece triste, quando você termina uma relação porque descobre que está sendo traído, por exemplo, ainda sim o fim é melhor. Afinal, melhor perder um coração que não nos pertence do que viver uma vida inteira enganado. Por este motivo o sábio nos ensina que é melhor a paciência que o orgulho; melhor um coração sem ira, que um coração adoecido pelo ódio. No fim das contas, o que Deus quer nos ensinar é que uma vida de lamento pela bonança do passado não resolve as nossas tempestades do presente, e que devemos e podemos ter uma perspectiva positiva da vida, porque servimos a um Deus que tem pensamentos de vitória para nós (Jr. 29:11).
7.       Entender que a sabedoria é a nossa maior herança (Ec. 7:11-12).
Não adianta termos muitas bênçãos se não sabemos o que fazer com o que temos. Não adianta termos muito dinheiro, se não podemos usá-lo como bênção para nós e para outros. Quando temos sabedoria, fazemos do pouco, muito, e das pequenas oportunidades, o começo de um grande sucesso. A sabedoria, como diz a Bíblia, conserva nossa vida em todos os aspectos. É uma das grandes heranças que herdamos da comunhão com Deus, e está disponível gratuitamente, sempre que quisermos (Tg. 1:5).
8.       Aceitar a soberania de Deus, tanto nos momentos bons quanto nos momentos difíceis, crendo que Ele fará sempre o melhor para nós (Ec. 7:13-14).
Mais do que confiar nas promessas de Deus, precisamos confiar no seu caráter, porque é ele quem nos dá a garantia de que cada uma das promessas serão cumpridas. É o caráter de Deus que também nos ensina que nos momentos bons temos a sua bênção, e nos maus o seu auxílio e amor incondicional. Quando somos abençoados por Deus, colhemos o que plantamos em oração ou recebemos graciosamente o favor do nosso Deus todo bondoso. Quando passamos por dificuldades, aí temos a oportunidade perfeita para conhecê-lo melhor, para experimentar o quanto o seu amor pode ser transformador e terapêutico, e para experimentarmos os seus milagres e nos tornarmos testemunhas vivas do seu poder infinito.
Em assim sendo, podemos compreender que Ser feliz, ou escrever uma história com um final feliz não é fácil, mas Deus nos dá as ferramentas e o melhor caminho para isso. Crescer é difícil. Doe, mas só crescendo conseguiremos realizar o nosso maior sonho: ser feliz. Tudo o que precisamos entender é que para realizarmos este sonho, não podemos prescindir de uma vida de responsabilidade e comunhão com Deus.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ÀS VEZES O QUE SE QUEBROU NOS FAZ MAIS FELIZ DO QUE QUANDO CONSERTADO LIÇÃO APRENDIDA COM SIMBA


“O fim das coisas é melhor que o seu início, e o paciente é melhor que o orgulhoso.” (Ec. 7:8)
Amados, hoje estou com o coração cheio de alegria por um motivo aparentemente estranho. É que o Senhor me fez refletir numa verdade preciosíssima da forma mais simples e impressionante que pude imaginar. E mais uma vez, vejo Simba sendo usado por Ele como uma grande bênção.
É que no dia das crianças, ele ganhou um presente que ele mesmo escolheu de mim, um altere de borracha, com uns fiozinhos comestíveis no meio. Este é o brinquedo preferido dele até hoje, e ele sempre brincou com ele sem nunca quebrá-lo, até então.
Mas um belo dia, ele resolveu que queria tirar uma das bolinhas da extremidade do brinquedo, e conseguiu! Agora temos um altere sem uma das bolas. E o mais impressionante, é que de alguma forma que não sei, ele entende que todo brinquedo quebrado, que oferece risco se ele continuar usando, é jogado fora. Então, geralmente, quando ele quebra um, costuma escondê-lo até que a gente pega, ainda tenta ficar um pouco mais, mas logo entende que terá que dar adeus ao brinquedinho.
Com este, porém, foi diferente. Ele simplesmente começou a ver aquela bolinha partida como um novo brinquedo, muito mais encantador, muito mais interessante. Brincou tanto, tanto, tanto, como há muito não o via brincar, especialmente depois do tempo em que ficou doentinho. Em resumo, às vezes acho que o brinquedinho está lhe fazendo mais feliz, do que quando era um altere normal.
Muitas vezes, a nossa vida também tem coisas preciosas, que amamos muito e por isso zelamos por elas, ou não. Talvez nem reconheçamos que amamos e não damos o devido valor, mas mesmo assim, elas continuam intactas. Até que um dia elas quebram, por algum motivo quebram, e neste momento temos três escolhas: Podemos simplesmente descartá-las como algo sem importância, podemos agir como se não precisássemos nos desfazer do que se quebrou, ou podemos reescrever a nossa história com o que se quebrou, e ver o fragmento com uma oportunidade para recomeçar.
É bem verdade que Simba não vai ficar por muito tempo com esta bolinha que se partiu, mas ele decidiu ser feliz com ela até o último momento. No caso do altere, vou comprar outro igual para pôr no lugar deste, mas as pessoas, embora parecidas, não são substituíveis; deixam marcas únicas em nós.
Que possamos aprender com o Senhor a sermos mais felizes com o fim que com o começo, crendo sempre que Ele é e sempre será a provisão da nossa alegria. E que possamos aprender com Ele a termos a alegria de ver uma oportunidade de recomeço e de felicidade em cada expectativa, sonho ou projeto que se frustra, que se quebra.
Que o Senhor continue nos abençoando!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PRECISO DE ATENÇÃO- TDAH

Esta poesia foi inspirada no Projeto Olhos de Águia, da Fundação Altino Ventura, o qual tenho o prazer de participar e que, na ocasião, estava falando sobre o TDAH. Ela reflete o apelo de uma criança com este transtorno da Aprendizagem, dando voz a quem não sabe ainda como se expressar, mas precisa de ajuda. E exatamente por este motivo resolvi postar esta poesia aqui, para servir de alerta e de mais um meio de edificação para sua vida e sua criança. Louvo a Deus, que me deu inspiração, e agradeço a FAV, que me deu motivação para compor. PRECISO DE ATENÇÃO- TDAH Quem me vê, percebe rapidinho Que o que mais preciso é de atenção. Alguns me chamam de desatento, apreçadinho, E dizem que não sei ficar quieto não. Aí uns dizem: é apenas um menino! Outros dizem: Esse aí tem jeito não! Mas poucos pensam que se sou assim, traquino, É porque talvez precise de um medicamentozinho, Ou apenas de pais que saibam me dizer não. É por isso que eu continuo dizendo Que o que mais preciso é de atenção. Eu aprendi que o Neurologista e o Psiquiatra São os doutores que podem me avaliar, E são eles que dizem do que se trata; Se apenas de pirraça, Ou se preciso de remédios para me tratar. Se o meu problema for neurológico, Ou mesmo se for porque faço apenas o que quero, O acompanhamento psicológico Pode me ajudar a ser uma criança Que aos poucos aprende a levar a vida a sério. Aprendi também que preciso me tratar agora Para ser um adulto equilibrado, E que o meu rendimento na escola, Sem tratamento, pode ficar prejudicado. Então, deixo aqui o meu apelo, Porque dizem por aí a fora Que quem ama tem cuidado. Talvez eu necessite do mais simples dos tratamentos: Aprender que na vida há momentos Em que recebemos sim, ou não. Mas para evitar sofrimentos, Digo sem constrangimento Que o que mais preciso é de atenção. Poetisa: Ketyanne Barros dos Santos. Poesia dedicada a todas as pessoas com DTAH.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eis nosso Tempo!: SÃO PAULO: Pastor detido por pregar contra o homossexualismo! Já começou! A patrulha gay (gaystapo) já manda cristãos para prisão no Brasil

Olá, amados!
Gostaria que os irmãos lessem esta postagem do Pastor Gaspar de Souza, e vissem a que ponto nós chegamos. Mesmo com a PL 122 não estando em vigor até o presente momento, já estamos sendo atacados de forma explícita, incabível e imparcial. Hoje, você não pode nem descordar do que estes gays pensam, que já está sendo homofóbico.
Perdão pelo desabafo aqui, mas nem nós, que somos deficientes, que muitas vezes sofremos descriminações e preconceitos (verdadeiramente injustos porque simplesmente ninguém escolhe ser deficiente) somos tão protegidos.
Amados, fica aqui o alerta. Não dá mais para fazer de conta que não sabemos do que está acontecendo, ou dizer que não tem nada de mais, ou que simplesmente, como disse o pastor, não temos nada a ver com isso! Participe desta luta! Tome partido! Oponha-se enquanto é tempo, se é que ainda é tempo.

Eis nosso Tempo!: SÃO PAULO: Pastor detido por pregar contra o homossexualismo! Já começou! A patrulha gay (gaystapo) já manda cristãos para prisão no Brasil

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MENOS UM DIA PARA VIVER, E MAIS UM DIA PARA AGRADECER

“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.”
(Sl. 90:12).

Olá, amados! Como sempre, mais uma vez estou aqui para compartilhar de algo que Deus falou comigo. Afinal, o Senhor é sempre aquele que fala na hora certa a coisa certa, e tendo um Deus tão perfeito e tão excelente assim, eu só posso crer que, embora haja algumas coisas que só o Senhor só compartilha com você, na maioria das vezes, é sempre bom compartilhar com todos o que Deus compartilha conosco.
Hoje eu estava indo para o trabalho, quando dois colegas de trabalho se encontraram comigo, e ao começarmos aquela costumeira conversa de bom dia, um deles disse:
-Ah! Comigo está tudo bem, graças a Deus! Mais um dia!
E minha colega retrucou:
-Há! Está tudo na bênção, mas não porque é mais um dia, e sim porque é menos um dia!
E começou uma amigável discussão sobre se deveríamos ver o dia que começava como mais um, ou menos um. Meu colega dizia que minha amiga estava sendo muito pessimista, e ela afirmava que não, porque na realidade todos os dias a gente se aproxima mais da morte, que é o descanso de Deus.
Foi uma coisa simples, mas que ficou martelando na minha mente o resto da manhã, até que o Senhor, pertinho de largar, colocou no meu coração a frase que intitula esta postagem. Eu entendi, de pronto, o que o Senhor queria dizer, e embora esta seja uma palavra bem simples, eu queria conversar com você sobre isso.
Em primeiro lugar, devemos ter em mente a temporalidade da vida. É sobre ela que fala o salmo 90, cujo versículo 12 destacamos. O salmo que foi escrito por Moisés apresenta a eternidade de Deus e a curta vida do homem, ressaltando como somos dependentes de Deus para termos uma vida feliz. Isto nos ensina que devemos pensar que nossa vida é curta aqui, mas não se resume só a vida física. Teremos que encarar uma eternidade, estejamos com Cristo, ou não. O que muda é como viveremos esta eternidade, se quisermos viver independente dEle.
Nós nunca saberemos quando vamos morrer, e precisamos estar preparados para nos encontrarmos com o nosso Deus, para que não seja um dia de juízo, mas de festa pela justificação em Cristo. Será que temos pensado que nossa vida é pequena de mais para semearmos mal? Para ficarmos longe de Deus? Para preferirmos o pecado a santificação? Para vivermos relacionamentos superficiais, invés de construirmos raízes profundas?
Veja o que diz Eclesiastes, capítulo 7 e versículo dois:
“Melhor é ir a casa onde há luto, do que a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.”
Como dizem: “A única coisa que sabemos com certeza é que morreremos!, e eu acrescento um “se Cristo não voltar antes”. Portanto, é tempo de refletir sobre o que estamos fazendo com nossa vida! É tempo de lembrar que a vida passa rápido, quando nem percebemos!
Mas ao mesmo tempo em que nos lembramos da brevidade da vida, precisamos, então, agradecer o Senhor pelos anos que vivemos até aqui! Precisamos ver o dia de hoje como mais um presente dado por Deus, que precisamos administrar da melhor forma possível. Não veja sua história, seu passado, como algo que Deu errado, mas como uma história de vários capítulos, que o Senhor escreve diariamente junto com você, dando-lhe a oportunidade de junto com Ele, dar a ela um final feliz. E aproveite para, com o coração grato, pedir a bênção e a misericórdia de Deus para o resto de seus dias, para que você veja a vida com os olhos de Deus e alcance um coração sábio, a exemplo deste salmo.
Medite hoje! Ore! Busque mais ao Senhor! E lembre-se que embora a vida seja breve, ela continua sendo um belo presente de Deus!

Que o Senhor Jesus te abençoe.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PEQUENAS COISAS

"Assim como algumas moscas mortas podem estragar um frasco inteiro de perfume, assim também uma pequena tolice pode fazer uma sabedoria perder todo o valor."
(Ec. 10:1).

Olá, amados!
Hoje vim compartilhar mais uma daquelas palavras que o Senhor nos diz e alimentam nossa alma. Eu estava num culto para mulheres ontem, quando o Senhor usou a pastora para ministrar esta palavra aos nossos corações. e ao longo desse dia, tudo o que eu fazia ou lia parecia confirmar e complementar o que o Senhor já havia dito.
Olhando para este texto, fico imaginando como coisas aparentemente insignificantes podem ser tão importantes para o sucesso ou fracaço de grandes coisas. Quem prestaria atenção numa mosca morta? Quem daria falta? Mas quando esta mosca cai num frasco de perfume, é o grande frasco que fica estragado.
Da mesma forma somos nós. A pequena omissão pessoal em relação ao que acontece em nossa nação significa enfraquecimento na luta por uma nação melhor e mais justa. O nosso voto (hoje tido muito mais como uma obrigação que como um direito conquistado para fazer valer a nossa voz), a nossa aminésia política (que muitas vezes significa que tudo pode virar pizza que não vamos nos mecher, embora reclamemos a princípio), o nosso comodismo em denunciar o que está errado, são como pequenas moscas dentro do nosso frasco. Mas estas mosquinhas fazem com que a esperança por uma sociedade mais justa se perca, com que não confiemos nas pessoas por acharmos que todos vão nos roubar e ferir, com que aceitemos as agressões à moral, à dignidade humana e à palavra de Deus como sendo algo que precisamos aprender a ver como normal. Assim, quando o país quer colocar um material impróprio como matéria a ser estudada e aprendida pelos nossos filhos, ao mesmo tempo em que investe milhões em material didático repleto de erros, simplesmente dizemos: "O que é isso?" Mas isso é tudo.
E o que dizer das moscas que entram no frasco de perfume dos nossos relacionamentos? Deixamos que a mosca morta do orgulho estrague a oportunidade do perdão e da restauração, deixamos que a mosca morta da mentira estrague a exceleência da confiança, deixamos que a mosca morta da mágua impessa que o amor exale o seu bom perfume. E qual o resultado? Infelicidade por falta de perdão, hipocrisia por falta de verdade e amargura e rejeição por falta de amor. Focamos tanto nos pequenos defeitos que esquecemos de reconhecer o amor sacrificial que tantas vezes nos foi demonstrado. Focamos tanto em nós mesmos, que por vzes acabamos não entendendo porque estamos experimentando uma tão grande solidão. Amados, os divórcios e a quebra de grandes amizades não começaram com grandes coisas, começaram com aquelas que julgávamos insignificantes.
Portanto, amados, hoje a minha oração é que o Senhor nos ajude a demonstrar amor nas pequenas coisas, a buscar motivos para nos alegrarmos com pequenas coisas, para nos maravilharmos na presença de Deus por pequenas demonstrações de seu cuidado para conosco, e acima de tudo, que o Senhor nos transforme nas pequenas coisas para forjar em nós um grande caráter, semelhante ao caráter de Cristo.

Que o Senhor te abençoe de forma grande e através de pequenas coisas.

domingo, 8 de maio de 2011

FALANDO DE AMOR

"E sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição."
(Cl. 3:14).

Amados, ontem foi um dia especial para mim. Em todos os lugares que eu ia, de uma forma ou de outra, o Senhor falava sobre o amor comigo, e eu senti o desejo de compartilhar pelo menos um pouquinho do muito que Deus falou comigo com vocês. Bom, não sei se vou conseguir falar tudo, mas vamos lá!
Em primeiro lugar, gostaria de falar um pouquinho sobre este texto, que nos apresenta o amor como sendo “o vínculo da perfeição”, ou seja, o amor é aquele que aperfeiçoa nosso caráter. É por isso que precisamos estar revestidos de amor, isto é, o amor deve envolver a nossa vida, estar presente em tudo o que fazemos. Apesar de ser um sentimento tão nobre e necessário, o amor não é um sentimento simples, fácil de ser vivido. Precisamos ser aperfeiçoados no amor (1 Jo. 4:7-18). Pois é! É como se houvesse um controle de qualidade do amor em nós. Uma coisa é o amor natural que temos, e outra o amor que vem de Deus. O amor que temos é imperfeito, e é o amor que o Senhor coloca no nosso coração que aperfeiçoa o nosso caráter e que nos une perfeitamente. Portanto, não há aperfeiçoamento no amor sem conhecimento de Deus e intimidade com Ele.
Quando somos aperfeiçoados no amor, aprendemos a amar com um amor sacrificial, que se doa, que busca a felicidade do outro para ser feliz, que está disposto a pagar o preço pela pessoa amada. Cristo nos deu o exemplo na cruz, e espera que sigamos seu exemplo por amor a ele e ao outro. Devemos ser, a exemplo de Cristo, aquele que não apenas se doa, mas que ama primeiro, independente do outro.
Isto tudo parece louco de mais, não é? Geralmente, temos medo de amar, mesmo quando somos amados, quer porque imaginamos que uma hora seremos abandonados, quer porque temos medo de amar mais do que somos amados. Mas o texto de primeira João nos diz que o verdadeiro amor lança fora todo medo (V. 18). Assim, quando permitimos que os nossos temores dominem o nosso coração, não conseguimos viver o amor de forma plena. Sempre imaginamos que seremos rejeitados pelas nossas imperfeições, e isto altera a qualidade do amor que demonstramos para quem amamos.
O apóstolo Pedro, ao ressaltar a importância de termos o amor acima de todas as coisas, nos diz que “o amor encobre uma multidão de pecados” (1 Pe. 4:8). Vemos, então, que o amor, além de ser aquele que nos aperfeiçoa, é também aquele que nos faz amar o outro mesmo conhecendo suas imperfeições. Portanto, não precisamos achar que não somos dignos de amor e sempre seremos rejeitados, e podemos e devemos enxergar, o quanto nos for possível, muito mais as virtudes do que as imperfeições das pessoas. Troquemos, então, os nossos temores pela moderada ousadia do Senhor (2 Tm. 1:7).
Por útimo, amados, queria ressaltar a longanimidade que o amor tem para esperar. Em 1 Coríntios 13, vemos que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Acho que o texto, por si só, se explica. Por isso, gostaria de terminar este bate-papo meio longo sobre o amor com uma bela história que nos ensina de forma prática que o amor pode esperar. Não tente viver um amor pragmático! Não ache que esperar no Senhor para viver o amor é um disperdício de tempo, porque os que esperam no Senhor não perdem tempo.
Vamos à história, e que o Senhor te abençoe!

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Eu retornava pra casa, em um dia muito frio quando tropecei em uma carteira. Procurei por algum meio de identificar o dono. Mas a carteira só continha três dólares e uma carta amassada, que parecia ter ficado ali por muitos anos.
No envelope, muito sujo, a única coisa legível era o endereço do remetente. Comecei a ler a carta tentando achar alguma dica. Então eu vi o cabeçalho. A carta tinha sido escrita quase sessenta anos atrás. Tinha sido escrita com uma bonita letra feminina em azul claro sobre um papel de carta com uma flor ao canto esquerdo. A carta dizia que sua mãe a havia proibido de se encontrar com Michael mas ela escrevia a carta para dizer que sempre o amaria. Assinado Hannah.
Era uma carta bonita, mas não havia nenhum modo, com exceção do nome Michael, de identificar o dono. Entrei em contato com a cia telefônica, expliquei o problema ao operador e lhe pedi o número do telefone no endereço que havia no envelope.
O operador disse que havia um telefone mas não poderia me dar o número. Por sua própria sugestão, entrou em contato com o número, explicou a situação e fez uma conexão daquele telefone comigo.
Eu perguntei a senhora do outro lado, se ela conhecia alguém chamada Hannah. Ela ofegou e respondeu:
- "Oh! Nós compramos esta casa de uma família que tinha uma filha chamada Hannah. Mas isto foi há 30 anos!”
- "E você saberia onde aquela família pode ser localizada agora?" Eu perguntei.
- "Do que me lembro, aquela Hannah teve que colocar sua mãe em um asilo alguns anos atrás", disse a mulher. "Talvez se você entrar em contato eles possam informar".
Ela me deu o nome do asilo e eu liguei. Eles me contaram que a velha senhora tinha falecido alguns anos atrás mas eles tinham um número de telefone onde acreditavam que a filha poderia estar vivendo. Eu lhes agradeci e telefonei. A mulher que respondeu explicou que aquela Hannaa estava morando agora em um asilo. A coisa toda começa a parecer
estúpido, pensei comigo mesmo. Pra que estava fazendo aquele movimento todo só para achar o dono de uma carteira que tinha apenas três dólares e uma carta com quase 60 anos?
Apesar disto, liguei para o asilo no qual era suposto que Hannah estava vivendo e o homem que atendeu me falou,
- " Sim, a Hannah está morando conosco." Embora já passasse das 10 da noite, eu perguntei se poderia ir para vê-la.
- "Bem", ele disse hesitante, "se você quiser se arriscar, ela poderá estar na sala assistindo a televisão".
Eu agradeci e corri para o asilo. A enfermeira noturna e um guarda me cumprimentaram à porta. Fomos até o terceiro andar. Na sala, a enfermeira me apresentou a Hannah. Era uma doçura, cabelo prateado com um sorriso calmo e um brilho no olhar. Lhe falei sobre a carteira e mostrei a carta. Assim que viu o papel de carta com aquela pequena flor
à esquerda, ela respirou fundo e disse:
- "Esta carta foi o último contato que tive com Michael".
Ela pausou um momento em pensamento e então disse suavemente:
- "Eu o amei muito. Mas na ocasião eu tinha só 16 anos e minha mãe achava que eu era muito jovem. Oh, ele era tão bonito. Ele se parecia com Sean Connery, o ator".
- "Sim," ela continuou. "Michael Goldstein era uma pessoa maravilhosa. Se você o achar, lhe fale que eu penso freqüentemente nele. E...", ela
hesitou por um momento, e quase mordendo o lábio, "... lhe fale que eu ainda o amo. Você sabe."
Ela disse sorrindo com lágrimas que começaram a rolar em seus olhos:
- "Eeu nunca me casei. Eu jamais encontrei alguém que correspondesse ao Michael..."
Eu agradeci a Hannah e disse adeus. Quando passava pela porta da saída, o guarda perguntou:
- "A velha senhora pode lhe ajudar?"
- "Pelo menos agora eu tenho um sobrenome. Mas eu acho que vou deixar isto para depois. Eu passei quase o dia inteiro tentando achar o dono desta carteira".
Quando o guarda viu a carteira, ele disse:
- "Ei, espere um minuto! Isto é a carteira do Sr. Goldstein. Eu a reconheceria em qualquer lugar. Ele está sempre perdendo a carteira. Eu devo tê-la achado pelos corredores ao menos três vezes".
- "Quem é Sr. Goldstein?". Eu perguntei com minha mão começando a tremer.
- "Ele é um dos idosos do 8º andar. Isso é a carteira de Mike Goldstein sem dúvida. Ele deve ter perdido em um de seus passeios".
Agradeci o guarda e corri ao escritório da enfermeira. Lhe falei sobre o que o guarda tinha dito. Nós voltamos para o elevador e subimos. No oitavo andar, a enfermeira disse:
- "Acho que ele ainda está acordado. Ele gosta de ler à noite. Ele é um homem bem velho."
Fomos até o único quarto que ainda tinha luz e havia um homem lendo um livro. A enfermeira foi até ele e perguntou se ele tinha perdido a carteira. Sr. Goldstein olhou com surpresa, pondo a mão no bolso de trás e disse:
- "Oh, está perdida!"
- "Este amável cavalheiro achou uma carteira e nós queremos saber se é sua?"
Entreguei a carteira ao Sr. Goldstein, ele sorriu com alívio e disse:
- "Sim, é minha! Devo ter derrubado hoje a tarde. Eu quero lhe dar uma recompensa".
- "Não, obrigado", eu disse. "Mas eu tenho que lhe contar algo. Eu li a carta na esperança de descobrir o dono da carteira".
O sorriso em seu rosto desapareceu de repente.
- "Você leu a carta?"
-"Não só li, como eu acho que sei onde a Hannah está". Ele ficou pálido de repente.
- "Hannah? Você sabe onde ela está? Como ela está? É ainda tão bonita quanto era? Por favor, por favor me fale", ele implorou.
- "Ela está bem... E bonita da mesma maneira como quando você a conheceu". Eu disse suavemente.
O homem sorriu e perguntou:
- "Você pode me falar onde ela está? Quero chamá-la amanhã ". Ele agarrou minha mão e disse:
"Eu estava tão apaixonado por aquela menina que quando aquela carta chegou, minha vida literalmente terminou. Eu nunca me casei. Eu sempre a amei."
- "Sr. Goldstein", eu disse, "Venha comigo".
Fomos de elevador até o terceiro andar. Atravessamos o corredor até a sala onde Hannah estava assistindo televisão. A enfermeira caminhou ate ela: -"Hannah, " ela disse suavemente, enquanto apontava para Michael que estava esperando comigo na entrada. "Você conhece este homem?"
Ela ajeitou os óculos, olhou um momento, mas não disse uma palavra. Michael disse suavemente, quase em um sussurro:
- "Hannah, é o Michael. Lembra-se de mim?"
- "Michael! Eu não acredito nisto! Michael! É você! Meu Michael!"
Ele caminhou lentamente até ela e se abraçaram. A enfermeira e eu partimos com lágrimas rolando em nossas faces.
- "Veja", eu disse. "Veja como o bom Deus trabalha! Se tem que ser, será!".
Aproximadamente três semanas depois eu recebi uma chamada do asilo em meu escritório.
-"Você pode vir no domingo para assistir a um casamento? O Michael e Hannah vão se casar"!
Foi um casamento bonito, com todas as pessoas do asilo devidamente vestidos para a celebração. Hannah usou um vestido bege claro e bonito. Michael usou um terno azul escuro. O hospital lhes deu o próprio quarto, e se você sempre quis ver uma noiva com 76 anos e um noivo com 79 anos agindo como dois adolescentes, você tinha que ver este par.Um final
perfeito para um caso de amor que tinha durado quase 60 anos.

(Desconheço o Autor)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O FIM DA LUTA

Assim houve uma medida de farinha por um ciclo e duas medidas de Cevada por um ciclo, conforme a palavra do Senhor.
E o rei pusera à porta o capitão em cujo braço ele se apoiava; e o povo o atropelou na porta, de sorte que morreu, como falara o homem de deus quando o rei descera a ter com ele. Porque, quando o homem de Deus falara ao rei, dizendo: Amanhã, por estas horas, haverá duas medidas de cevada por um ciclo, e uma medida de farinha por um ciclo, à porta de Samaria, aquele capitão respondera ao homem de Deus: Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia isto suceder? E ele dissera: Eis que o verás com os teus olhos, porém não o comerás.
“E assim foi; pois o povo o atropelou à porta, e ele morreu.”
(2 Rs. 7:16-20).

Olá amados!
Hoje eu queria compartilhar com vocês uma frase que o Senhor compartilhou comigo a semana passada, mas que deixou o meu coração tão alimentado, que todos os dias acordo como se aquela fosse uma palavra nova, que eu ainda não tivesse ouvido.
Eu estava em casa, num daqueles momentos de oração em que você diz a Deus: “Senhor, até quando?! O detalhe é que eu e minha Igreja estávamos no meio de um período de jejum e consagração, onde o propósito era colocar aqueles sonhos mais queridos, aquela vitória tão esperada, na presença do Senhor. Claro, sem esquecermos aquele tempo gostoso de intimidade e consagração tão necessário! Foi exatamente neste tempo de oração que o Senhor compartilhou comigo a seguinte frase:
“O fim da luta é uma questão de tempo, mas a vitória é uma questão de fé.”
Eu comecei a pensar sobre essa frase, e percebi como, muitas vezes, nós não percebemos que o fim da luta pode não ser, necessariamente, o momento da vitória.
Por um momento, perguntei ao Senhor: “Senhor, mas se o fim da luta é uma questão de tempo, a vitória também não é?”
E o Senhor me disse: “Não necessariamente. A luta, minha filha, um dia tem que acabar. Mas você pode acabar a luta como derrotada, ou como vitoriosa, e é a fé em mim que vai te garantir a vitória.”
Foi aí que percebi que muitas vezes dizemos: “Irmão, tenha calma! Um dia a luta acaba!” E até parece que a vitória é inevitável. E ela é mesmo! Se você crer, se essa fé te levar a obediência, a vitória realmente é inevitável, é apenas uma questão de tempo, assim como o fim da luta. Se, entretanto, você desistir no meio da batalha, se a fé que você diz ter fica apenas nas palavras enquanto você vive o oposto, se essa fé não faz você confiar o suficiente para obedecer quando as circunstâncias são adversas, certamente o fim da luta virá, mas não será como você espera.
Temos aqui um exemplo claro no texto que lemos. Era tempo de fome entre o povo de Deus, fome esta que já veio por causa da desobediência, e o Senhor havia prometido que dentre os inimigos traria o alimento para o seu povo. O capitão que era homem de confiança do rei, simplesmente resolveu colocar Deus numa caixinha e definir aquilo que Deus poderia ou não fazer. E o resultado foi que ele VIU a provisão de Deus, mas não EXPERIMENTOU do milagre.
Muitas vezes, agimos de forma parecida. O Senhor promete prover as nossas necessidades de onde não esperamos, e nós resolvemos lhe impor os limites que nós achamos que Ele tem. Quando a luta acaba, quando Deus vence os nossos inimigos, mas de alguma maneira não experimentamos o milagre, ficamos questionando ao Senhor, perguntando o que foi que aconteceu. Muito simples! A luta acabou, mas a fé não estava lá, para garantir a vitória.
Portanto, amados, continuemos firmes nas promessas de Deus. Não permita que o fim da luta chegue, sem que você experimente o doce sabor da vitória como recompensa pela obediência. E que o Senhor possa alimentá-lo a cada dia com esta frase: “O fim da luta é uma questão de tempo, mas a vitória é uma questão de fé!”
Que o Senhor te abençoe!

segunda-feira, 14 de março de 2011

VALE APENA OBEDECER

"Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Esta grande nação é, deveras, povo sábio e entendido. Pois que grande nação há, que tenha deuses tão chegados a si como é o nosso Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? E que grande nação há, que tenha estatutos e preceitos como toda esta lei, que hoje ponho perante vós?
Tão somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração, todos os dias da tua vida; porém as contarás aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos.
(Dt. 4.6-10).

Ao longo da nossa vida, ouvimos muitos conselhos. Alguns são agradáveis aos ouvidos, mas não nos ajudam, não nos fazem crescer, e o que é pior, muitas vezes até nos incentivam para que continuemos na mesma vidinha medíocre de pecado. Outros, porém, são quase uma agressão a nossa alma. Eles nos confrontam, fazem com que enxerguemos defeitos em nós que não víamos e até fazem com que sintamos a miserabilidade do nosso pecado. Mas são eles que nos fazem crescer como pessoa e nos trazem para mais perto de Deus.
O texto bíblico que lemos foi dito por Moisés ao povo de Israel. Depois de ter dado toda a lei, de ter dito os pode e não pode, Moisés disse: Bom, agora que vocês já sabem o que devem fazer, façam e prestem atenção para não desobedecerem nada. Ele poderia parar aí. Afinal, Deus é soberano, Ele ordenou, e como diz o ditado popular: "Manda quem pode, e obedece quem tem juízo." Não é assim que pensamos, muitas vezes? Não vemos o Senhor como aquele poderoso chefão, que simplesmente ordena as coisas como bem quer e espera obediência? Como aquele estraga-prazeres, que não nos deixa fazer o que é bom na vida?
Se você já viu o Senhor assim, você precisa ouvir o que hoje Ele quer ministrar ao seu coração. Moisés não parou aí. Ele nos mostra algumas recompensas em obedecer e nos faz entender que quando o Senhor nos diz não, não é porque não quer que aproveitemos a vida, mas é porque Ele sabe que tem coisas mais excelentes lá na frente, preparadas para nós.
A primeira recompensa que o Senhor nos mostra é a sabedoria que produz bom testemunho. O texto nos diz que obedecer a Deus nos torna sábios, e isto tem a sua razão de ser. Muitas vezes, quando não sabemos o que evemos fazer ou escolher, oramos, ouvimos a voz de Deus, e Ele nos dá a estratégia certa. Grandes projetos começaram depois de um período de oração. Deus revelou o sonho do rei a Daniel, quando nenhum outro sábio conseguia ao menos saber o que o rei havia sonhado, porque Daniel e seus amigos orarm. No fim, o Senhor foi glorificado e Daniel promovido (Dn. 2). Todos tinham a Daniel como um dos homens mais sábios de todo o reino, e reconheciam que a sabedoria dele vinha de Deus.
E vejamos também o questionamento do Espírito Santo para nós. Que grandes nações há, que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? O Senhor foi aquele que apareceu na nuvem e falou com seu povo, que teve Moisés e Abraão como amigos e nos chamou a desenvolver a mesma amizade com ele, que vocaciona profetas e sacerdotes para ouvir e falar com seu povo. Que Deus há que veio, depois da morte de Cristo, habitar em nós para ser o nosso consolador? Quando obedecemos, podemos sentir a presença de Deus cuidando de nós, consolando-nos em nossas tristezas, suprindo-nos em nossas necessidades, corrigindo-nos com amor, mesmo quando merecemos castigo e punição apenas. Se os outros deuses querem ser agradados, o nosso quer nos fazer feliz; se outros deuses pedem tudo dos que os servem, o nosso não poupou a si mesmo e se entregou por nós.
Outra recompensa que recebemos por obedecer é que não apenas viveremos a justiça de Deus, mas aprenderemos a ser justos, como Ele. Que o Senhor julgava com justiça, Israel não tinha dúvida. Sabia que o Senhor é o juiz de toda a terra. Tinha visto isso, quando o Senhor julgou a sua causa e pesou sua mão contra Faraó e seu povo. Entretanto, Deus queria ainda mais; queria que o seu povo aprendesse a ser justo como Ele é. Lembram-se de que muitas vezes, o Senhor dizia em Levítico: "Sede Santos, porque eu, vosso Deus, sou santo"? Muitas vezes, Deus queria que o povo fosse santo como Ele em relação a sua vida diária, a sua moral, ao seu modo de tratar os pobres, as viúvas e os órfãos. Neste texto, é como se o Senhor dissesse: "Sede Justos, porque eu, vosso Deus, sou justo."
Tudo o que o Senhor nos pede hoje, tudo o que Ele nos aconselha, é que sejamos obedientes, porque ele quer que entremos numa boa terra de descanso, quer que vivamos todos os dias de nossas vidas nela, quer cumprir as suas promessas em nós. Em outras palavras e resumindo, queridos, que possamos ouvir e acatar os bons conselhos do Senhor, nosso Deus, e que seja lá o que formos fazer, seja lá qual for a decisão que tenhamos que tomar, que possamos escolher a obediência. Vale apena obedecer ao Senhor.
Que o Senhor te abençoe grandemente!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA: NECESSIDADE DE TODO O CRISTÃO

CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA: NECESSIDADE DE TODO O CRISTÃO

“Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; Dispõe o meu coração para só temer o teu nome.”
(Sl. 86:11).

Esta deve ser a nossa oração todos os dias. O conhecimento do Senhor é uma dádiva dEle para o seu povo e deve ser desejado por nós mais do que temos desejado as suas bênçãos. Afinal, se queremos relacionamentos profundos e verdadeiros, não nos relacionamos com o outro pensando apenas em receber o que ele pode nos dar, mas antes de qualquer coisa, desejamos conhecê-lo, estar com ele, ter a sua presença mais do que os seus presentes. É assim que nos sentimos quando estamos apaixonados, e é este sentimento que deve invadir o nosso coração quando pensamos no nosso relacionamento com o Senhor. Foi por este motivo que o Senhor exortou a Igreja de Éfeso, que embora fosse conhecida como uma Igreja que amava aobra do Senhor precisava voltar a amar a sua presença, precisava voltar ao primeiro amor (Ap. 2:1-5). Também nós precisamos nos arrepender e voltar às primeiras obras: voltar à oração, à consagração, aos momentos a sós com Deus, pois estes são os momentos em que mais o conhecemos.
Conhecer ao Senhor é algo tão necessário, que se torna um fator determinante no que se refere à nossa vida e ao nosso futuro. Em provérbios aprendemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv. 1:7). Sabemos que só teme ao Senhor aquele que o conhece, de modo que podemos concluir que quando conhecemos e tememos ao Senhor, adquirimos a sabedoria necessária para tudo o que fizermos. O Profeta Oséias nos exorta a conhecermos ao Senhor constantemente (Os 6:3), o que nos mostra que não há ninguém que o conheça tanto que não precise conhecê-lo ainda mais.
No entanto, o conhecimento que pouco a pouco adquirimos do Senhor tem uma finalidade clara: Fazer-nos andar nos seus caminhos. O Senhor não nos dá uma informação simplesmente para que a tenhamos, mas para que a coloquemos em prática. A Palavra do Senhor está repleta de exemplos que nos mostram que não conhecer qual é a vontade de Deus para nós é melhor do que conhecer e não andar em conformidade com ela. Oséias denuncia que o povo do Senhor estava sendo destruído pelo pecado da idolatria, em grande parte, por causa dos sacerdotes que conheciam, mas não praticavam a vontade de Deus nem a ensinavam ao povo (Os. 4:1-10). Jesus nos ensina que é mais obediente aquele que se nega a fazer a vontade do Senhor a princípio, mas a faz posteriormente, do que aquele que se dispõe a fazê-la, mas desobedece depois (Mt. 21:28-32). Tiago nos exorta a sermos, não apenas meros ouvintes, mas operosos praticantes da Palavra do Senhor (Tg. 21:22-25
Por último, o salmista nos ensina neste texto que precisamos decidir obedecer ao Senhor. Ele pede que o Senhor disponha o seu coração para só temer ao nome dEle. Isto deve nos ensinar que a obediência é, sobretudo, decisão, entender o que é mais importante, o que ocupa verdadeiramente o lugar de tesouro no seu coração.
Diariamente, seremos confrontados e teremos que escolher se vamos ou não obedecer ao Senhor. O mundo sempre nos oferecerá coisas apetitosas aos olhos, como aconteceu no Éden. Muitas vezes, assim como Eva, receberemos ofertas para possuirmos conhecimentos que nos afastam de Deus e para vivermos uma vida “independente” dEle (Gn. 3:1-7). Entretanto, precisamos lembrar que as nossas escolhas tem conseqüências eternas (Gl. 6:7-10), que o prazer do pecado é momentâneo e leva à morte (Tg. 1:13-15; Gn. 3:8-19), e que o conhecimento de Deus supera qualquer outro conhecimento que possamos ter (Fp. 3:7-11), porque sem Ele nada podemos fazer (Jo. 15:4-8).
Portanto, amados, a minha oração é que o Senhor, em sua infinita misericórdia, disponha o nosso coração para só temer ao seu nome, e que nós, sempre que formos corrigidos ou instruídos por Deus, não endureçamos o nosso coração, mas estejamos dispostos a andar nos caminhos do Senhor independente do presso que nos custe.
Que o Senhor, em Cristo, nos abençoe.

Nota:
Amados, por falar em conhecer a Deus, vou começar a prepara alguns estudos bem edificantes para colocar aqui. Vamos estudar alguns livros da Bíblia, pelo menos de forma panorâmica, e outros vamos estudar mais profundamente. Esta é mais uma oportunidade que você terá de conhecer, junto comigo, ainda mais o Senhor. Vamos crescer juntos no conhecimento, para que possamos crescer também na obediência, amém?
Um abraço fraternal, e até a próxima semana!