"Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Esta grande nação é, deveras, povo sábio e entendido. Pois que grande nação há, que tenha deuses tão chegados a si como é o nosso Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? E que grande nação há, que tenha estatutos e preceitos como toda esta lei, que hoje ponho perante vós?
Tão somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração, todos os dias da tua vida; porém as contarás aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos.
(Dt. 4.6-10).
Ao longo da nossa vida, ouvimos muitos conselhos. Alguns são agradáveis aos ouvidos, mas não nos ajudam, não nos fazem crescer, e o que é pior, muitas vezes até nos incentivam para que continuemos na mesma vidinha medíocre de pecado. Outros, porém, são quase uma agressão a nossa alma. Eles nos confrontam, fazem com que enxerguemos defeitos em nós que não víamos e até fazem com que sintamos a miserabilidade do nosso pecado. Mas são eles que nos fazem crescer como pessoa e nos trazem para mais perto de Deus.
O texto bíblico que lemos foi dito por Moisés ao povo de Israel. Depois de ter dado toda a lei, de ter dito os pode e não pode, Moisés disse: Bom, agora que vocês já sabem o que devem fazer, façam e prestem atenção para não desobedecerem nada. Ele poderia parar aí. Afinal, Deus é soberano, Ele ordenou, e como diz o ditado popular: "Manda quem pode, e obedece quem tem juízo." Não é assim que pensamos, muitas vezes? Não vemos o Senhor como aquele poderoso chefão, que simplesmente ordena as coisas como bem quer e espera obediência? Como aquele estraga-prazeres, que não nos deixa fazer o que é bom na vida?
Se você já viu o Senhor assim, você precisa ouvir o que hoje Ele quer ministrar ao seu coração. Moisés não parou aí. Ele nos mostra algumas recompensas em obedecer e nos faz entender que quando o Senhor nos diz não, não é porque não quer que aproveitemos a vida, mas é porque Ele sabe que tem coisas mais excelentes lá na frente, preparadas para nós.
A primeira recompensa que o Senhor nos mostra é a sabedoria que produz bom testemunho. O texto nos diz que obedecer a Deus nos torna sábios, e isto tem a sua razão de ser. Muitas vezes, quando não sabemos o que evemos fazer ou escolher, oramos, ouvimos a voz de Deus, e Ele nos dá a estratégia certa. Grandes projetos começaram depois de um período de oração. Deus revelou o sonho do rei a Daniel, quando nenhum outro sábio conseguia ao menos saber o que o rei havia sonhado, porque Daniel e seus amigos orarm. No fim, o Senhor foi glorificado e Daniel promovido (Dn. 2). Todos tinham a Daniel como um dos homens mais sábios de todo o reino, e reconheciam que a sabedoria dele vinha de Deus.
E vejamos também o questionamento do Espírito Santo para nós. Que grandes nações há, que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? O Senhor foi aquele que apareceu na nuvem e falou com seu povo, que teve Moisés e Abraão como amigos e nos chamou a desenvolver a mesma amizade com ele, que vocaciona profetas e sacerdotes para ouvir e falar com seu povo. Que Deus há que veio, depois da morte de Cristo, habitar em nós para ser o nosso consolador? Quando obedecemos, podemos sentir a presença de Deus cuidando de nós, consolando-nos em nossas tristezas, suprindo-nos em nossas necessidades, corrigindo-nos com amor, mesmo quando merecemos castigo e punição apenas. Se os outros deuses querem ser agradados, o nosso quer nos fazer feliz; se outros deuses pedem tudo dos que os servem, o nosso não poupou a si mesmo e se entregou por nós.
Outra recompensa que recebemos por obedecer é que não apenas viveremos a justiça de Deus, mas aprenderemos a ser justos, como Ele. Que o Senhor julgava com justiça, Israel não tinha dúvida. Sabia que o Senhor é o juiz de toda a terra. Tinha visto isso, quando o Senhor julgou a sua causa e pesou sua mão contra Faraó e seu povo. Entretanto, Deus queria ainda mais; queria que o seu povo aprendesse a ser justo como Ele é. Lembram-se de que muitas vezes, o Senhor dizia em Levítico: "Sede Santos, porque eu, vosso Deus, sou santo"? Muitas vezes, Deus queria que o povo fosse santo como Ele em relação a sua vida diária, a sua moral, ao seu modo de tratar os pobres, as viúvas e os órfãos. Neste texto, é como se o Senhor dissesse: "Sede Justos, porque eu, vosso Deus, sou justo."
Tudo o que o Senhor nos pede hoje, tudo o que Ele nos aconselha, é que sejamos obedientes, porque ele quer que entremos numa boa terra de descanso, quer que vivamos todos os dias de nossas vidas nela, quer cumprir as suas promessas em nós. Em outras palavras e resumindo, queridos, que possamos ouvir e acatar os bons conselhos do Senhor, nosso Deus, e que seja lá o que formos fazer, seja lá qual for a decisão que tenhamos que tomar, que possamos escolher a obediência. Vale apena obedecer ao Senhor.
Que o Senhor te abençoe grandemente!
Edificar sua vida através da adoração e da valorização do amor em todos os níveis é o objetivo principal deste blog.
segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
EM MEMÓRIA DE VALMIR PEREIRA!
Olá amados!
Hoje, o meu coração está grato ao Senhor por todo tempo que o Senhor permitiu que o meu amigo valmir Pereira, ministro de louvor da Igreja a que pertenço, estivesse conosco. O Senhor o chamou sábado, dia 05 de fevereiro, para cantar juntamente com os anjos, sem cansaço, sem sofrimento, sem dor. Agora, é ouvir o "vinde benditos de meu pai", e desfrutar do cumprimento da grande promessa de Jesus, a vida eterna.
Hoje, o meu coração e o coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecer Valmir, certamente sentem a saudade do seu jeito simples e sincero de fazer as coisas e adorar a Deus. valmir não tinha o coração de um artista, ele tinha muito mais; tinha o coração de um verdadeiro adorador. Mas como nos ensina a palavra de Deus, há tempo para todas as coisas; há tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar. O que mais me alegra nisso tudo, é que embora o tempo de afastar-se de abraçar tenha chegado, ele também passará e dará lugar ao tempo de abraçar novamente, e desta vez será eterno.
Deixo, para os irmãos, o linke com a homenagem feita pelo Reverendo Rubem e sua família, que representa o sentimento de todos nós que o conhecemos e aprendemos a amá-lo.
Vânia, Pedro Ivo e Daniel, contem com as minhas orações e a minha amizade! Amo vocês em Cristo!
Amados, orem por esta família, afim de que o Senhor os console e revele o projeto de vitória que o Senhor preparou e a dor tenta ocultar.
Que o Senhor abençoe a todos.
Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Paróquia Betesda
Hoje, o meu coração está grato ao Senhor por todo tempo que o Senhor permitiu que o meu amigo valmir Pereira, ministro de louvor da Igreja a que pertenço, estivesse conosco. O Senhor o chamou sábado, dia 05 de fevereiro, para cantar juntamente com os anjos, sem cansaço, sem sofrimento, sem dor. Agora, é ouvir o "vinde benditos de meu pai", e desfrutar do cumprimento da grande promessa de Jesus, a vida eterna.
Hoje, o meu coração e o coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecer Valmir, certamente sentem a saudade do seu jeito simples e sincero de fazer as coisas e adorar a Deus. valmir não tinha o coração de um artista, ele tinha muito mais; tinha o coração de um verdadeiro adorador. Mas como nos ensina a palavra de Deus, há tempo para todas as coisas; há tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar. O que mais me alegra nisso tudo, é que embora o tempo de afastar-se de abraçar tenha chegado, ele também passará e dará lugar ao tempo de abraçar novamente, e desta vez será eterno.
Deixo, para os irmãos, o linke com a homenagem feita pelo Reverendo Rubem e sua família, que representa o sentimento de todos nós que o conhecemos e aprendemos a amá-lo.
Vânia, Pedro Ivo e Daniel, contem com as minhas orações e a minha amizade! Amo vocês em Cristo!
Amados, orem por esta família, afim de que o Senhor os console e revele o projeto de vitória que o Senhor preparou e a dor tenta ocultar.
Que o Senhor abençoe a todos.
Igreja Episcopal Carismática do Brasil - Paróquia Betesda
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
POUCO TEMPO, MUITAS BÊNÇÃOS!
POUCO TEMPO, MUITAS BÊNÇÃOS
"Bendize, oh minh'alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim, bendiga o seu
santo nome. Bendize, oh minh'alma, ao Senhor, e não te esqueças de
nenhum de seus benefícios".
(sl. 103:1-2).
Olá, amados! A paz do Senhor!
Hoje, depois de meditar em tudo quanto o Senhor tem feito em minha vida
nestes últimos meses, fiquei pensando como nós temos muitas bênçãos para
contar, mas tão pouco tempo para compartilhá-las e sermos gratos a Deus.
Então, resolvi para um pouquinho de correr, afim de compartilhar com os
amados um pouquinho do muito que o Senhor tem feito, e aproveitar a
oportunidade para expressar minha gratidão ao Senhor por tudo o que Ele
tem sido para mim.
Os irmãos devem ter notado a ausência dos nossos estudos sobre o livro
de Tiago, desde o final deste ano. Vamos, em nome de Jesus, voltar a
postá-los aqui, aprendendo mais da vontade de Deus para nós através
deste livro tão prático e edificante, que é o livro de Tiago. gostaria,
porém, de dizer que paramos um pouquinho, a princípio, devido ao término
dos trabalhos e a comemoração do meu Bacharelado em Teologia, no
Seminário Pentecostal do Nordeste. Foi um tempo memorável! Deus fez
infinitamente mais do que eu poderia imaginar, porque além da alegria de
concluir o curso, que já é uma dádiva de Deus, ainda tive a demonstração
de carinho que veio em forma de homenagem, tanto dos meus amigos de
turma quanto
do próprio Seminário, a mim. Nunca vou esquecer das palavras de carinho,
e dos gestos que refletiam o amor sincero de todos. A minha família e a
minha Igreja também são parte desta conquista, porque encontrei o
encorajamento e o suporte em oração que precisava neles.
Em janeiro, foi o tempo do Senhor começar novos projetos. Assim como
nós, humanos, fazemos projetos para o ano novo, o Senhor também faz
profetos de vitória para nós. Foi o tempo em que o Senhor em deu o meu
primeiro emprego como Professora de Braille e de dosvox, e me deu mais
autonomia na minha vida pessoal e nos afazeres de casa. Cois tão simples
e cootidianas, mas que muitas vezes, para nós que somos cegos,
representam grandes conquistas. Embora não seja possível descrever tudo
o que o Senhor fez neste tempo, posso resumir dizendo aos irmãos que é
um tempo em que eu estou aprendendo a depender mais e mais do Senhor, e
aprendendo que depender dEle é a melhor coisa do mundo.
Agora, somos eu e Deus para fazermos as coisas que antes, eu só
conseguia fazer acompanhada por outra pessoa. Tem sido uma experiência
fantástica!
Bem, irmãos, ao Senhor toda honra e glória por todas estas vitórias, que
só aqueles que me conhecem de perto podem mensurar o seu tamanho. A nós,
cabe apenas a alegria e a gratidão por ver mais uma vez, que Deus nunca
impenha sua palavra para não cumprir, e que aquele que começou a boa
obra em nós, é fiél para completá-la.
Que o Senhor nos abençoe, e que nós, hoje, estejamos atentos para que o
que se apresenta como urgente não tome lugar do que realmente é
importante para nós. Tenhamos tempo de sermos gratos ao Senhor, sem nos
esquecermos de nenhum de seus benefícios.
"Bendize, oh minh'alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim, bendiga o seu
santo nome. Bendize, oh minh'alma, ao Senhor, e não te esqueças de
nenhum de seus benefícios".
(sl. 103:1-2).
Olá, amados! A paz do Senhor!
Hoje, depois de meditar em tudo quanto o Senhor tem feito em minha vida
nestes últimos meses, fiquei pensando como nós temos muitas bênçãos para
contar, mas tão pouco tempo para compartilhá-las e sermos gratos a Deus.
Então, resolvi para um pouquinho de correr, afim de compartilhar com os
amados um pouquinho do muito que o Senhor tem feito, e aproveitar a
oportunidade para expressar minha gratidão ao Senhor por tudo o que Ele
tem sido para mim.
Os irmãos devem ter notado a ausência dos nossos estudos sobre o livro
de Tiago, desde o final deste ano. Vamos, em nome de Jesus, voltar a
postá-los aqui, aprendendo mais da vontade de Deus para nós através
deste livro tão prático e edificante, que é o livro de Tiago. gostaria,
porém, de dizer que paramos um pouquinho, a princípio, devido ao término
dos trabalhos e a comemoração do meu Bacharelado em Teologia, no
Seminário Pentecostal do Nordeste. Foi um tempo memorável! Deus fez
infinitamente mais do que eu poderia imaginar, porque além da alegria de
concluir o curso, que já é uma dádiva de Deus, ainda tive a demonstração
de carinho que veio em forma de homenagem, tanto dos meus amigos de
turma quanto
do próprio Seminário, a mim. Nunca vou esquecer das palavras de carinho,
e dos gestos que refletiam o amor sincero de todos. A minha família e a
minha Igreja também são parte desta conquista, porque encontrei o
encorajamento e o suporte em oração que precisava neles.
Em janeiro, foi o tempo do Senhor começar novos projetos. Assim como
nós, humanos, fazemos projetos para o ano novo, o Senhor também faz
profetos de vitória para nós. Foi o tempo em que o Senhor em deu o meu
primeiro emprego como Professora de Braille e de dosvox, e me deu mais
autonomia na minha vida pessoal e nos afazeres de casa. Cois tão simples
e cootidianas, mas que muitas vezes, para nós que somos cegos,
representam grandes conquistas. Embora não seja possível descrever tudo
o que o Senhor fez neste tempo, posso resumir dizendo aos irmãos que é
um tempo em que eu estou aprendendo a depender mais e mais do Senhor, e
aprendendo que depender dEle é a melhor coisa do mundo.
Agora, somos eu e Deus para fazermos as coisas que antes, eu só
conseguia fazer acompanhada por outra pessoa. Tem sido uma experiência
fantástica!
Bem, irmãos, ao Senhor toda honra e glória por todas estas vitórias, que
só aqueles que me conhecem de perto podem mensurar o seu tamanho. A nós,
cabe apenas a alegria e a gratidão por ver mais uma vez, que Deus nunca
impenha sua palavra para não cumprir, e que aquele que começou a boa
obra em nós, é fiél para completá-la.
Que o Senhor nos abençoe, e que nós, hoje, estejamos atentos para que o
que se apresenta como urgente não tome lugar do que realmente é
importante para nós. Tenhamos tempo de sermos gratos ao Senhor, sem nos
esquecermos de nenhum de seus benefícios.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
II ESTUDO DA CARTA DE TIAGO
APRENDENDO A LIDAR COM AS PROVAÇÕES
(TG. 1:2-4).
“Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações,
Sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança;
E “a perseverança tem a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.”
Como dissemos no estudo passado, embora seja classificado como epístola, o livro de Tiago parece-se muito mais com uma coletânea de sermões. Ele simplesmente faz uma breve saudação, que nos informa apenas quem ele é (e com alguns questionamentos que já apresentamos) e quem são seus destinatários.
Logo depois, ele já começa a desenvolver um tema que era extremamente relevante em seus dias, e não é menos relevante nos nossos: “o lugar das provações da vida do Cristão”. Como lidar com as provações? Elas são ruins, como muitas vezes achamos? Por que somos provados? Basicamente, é sobre isto que vamos falar hoje.
Para os leitores contemporâneos da carta de Tiago, este assunto era incrivelmente pertinente porque estava muito próxima a perseguição que viria, de fato, no ano 64 D. C, através do imperador Nero, e que seria a primeira das dez perseguições que a Igreja sofreria, até o terceiro século da era Cristã. O livro de Atos nos relata a morte de Estevão (At. 7), a dispersão que veio com a perseguição que teve início com a morte de Estevão (At.8:1-4), a morte de Tiago e a perseguição a muitos outros, incluindo a Pedro (At. 12:1-17). Assim, não é de se admirar que o coração de toda a Igreja estivesse contristado com todos estes acontecimentos. Tiago, porém, desejava encorajar a Igreja para que perseverasse na fé em Cristo.
Também hoje o Espírito Santo quer nos encorajar a perseverarmos na fé, sem desistir, sem dar às perseguições uma dimensão que elas não têm. Não precisamos falar do quanto esta mensagem é pertinente para os nossos dias, uma vez que vemos claramente a perseguição sendo formada, através de algumas leis que estão sendo reformuladas. Além disso, você mesmo tem as suas próprias provações, assim como os leitores diretos de Tiago.
Não dá para negar que elas existem, mas como lidar com elas? Tiago nos dá alguns conselhos, e o primeiro deles é que devemos nos alegrar quando passarmos por provações. Portanto, ter uma atitude positiva em relação às provações é imprescindível. Não devemos nem precisamos ver as provações como algo ruim, ou como o fim da nossa esperança. Quando elas vierem, precisamos crer que não vamos morrer na praia, como diz o dito popular. Até porque, morrer na praia não é final para quem serve ao Deus que quando não acalma a tempestade, faz-nos andar sobre as bravas águas. Esta esperança de que seremos vitoriosos no final tem duas razões de ser:
1. As provações servem como autenticadores da nossa fé (Tg. 1:3).
Observemos por um momento a história de Jó. Quando o Senhor o provou, não queria saber se Jó era íntegro ou não, se ele cria ou não. Disso ele já sabia, e até disse a Satanás (Joó. 1:7-12; 2:2-10) Foi o Senhor mesmo quem chamou a atenção de Satanás para a vida de Jó. Deus não atendeu a um pedido de Satanás, de forma não planejada. Deus fez a sua própria vontade, sabia exatamente quem era o seu servo, o quanto ele poderia suportar, e como queria engrandecê-lo na presença de todos, quer no mundo físico, quer no mundo espiritual. Ficou cabalmente provada a integridade e a autenticidade da fé de Jó.
Pedro, de forma semelhante, afirma que as provações e perseguições que enfrentamos são uma excelente oportunidade para darmos bom testemunho de nossa fé (i PE. 2:18-25).
Assim, o objetivo de Deus não é nos destruir, mas sim tornar conhecida a autenticidade da nossa fé. É fácil dizer que Cristo faz milagres, mas melhor do que dizer é viver os milagres. É simples dizer que Cristo reina soberanamente sobre todas as coisas, mas melhor ainda é deixar que o seu Reino seja estabelecido em nossas vidas e reescreva as histórias que tínhamos escrito para nós.
2. As provações produzem crescimento.
A provação não nos sobrevém para sermos destruídos, mas para nos tornarmos maduros. É isto que Tiago quer dizer com a palavra perfeito, sem falta de nada. O apóstolo Paulo nos mostra o processo de crescimento que as provas produzem em nós, até ficarmos completos, como disse anteriormente Tiago (Rm. 5:3-5).
Jó cresceu em comunhão com Deus muito mais do que cresceu na sua prosperidade (Jó. 42:5). O salmista disse que foi bom que ele passasse pelas aflições para que conhecesse a obediência (Sl. 119:71). Assim, o Senhor nos prova para que possamos, como filhos, termos nosso caráter aperfeiçoado e cada vez mais parecido com o dEle, e para que possamos estar bem equipados para enfrentarmos obstáculos maiores, que nos trarão vitórias ainda superiores.
Pedro, no início de sua primeira Epístola, dá-nos igualmente estas duas razões para vermos as provações como acontecimentos bons e necessários (1 Pe. 1:6-9). Não precisamos orar para sermos provados, nem tão pouco precisamos abrir as portas para passarmos por provações desnecessárias, muitas vezes. O que precisamos mesmo é passar por elas crendo que apenas passaremos, e não ficaremos ou morreremos nelas.
Que o Senhor nos ensine a passar apenas pelas provas necessárias, e que passemos por elas com alegria, sabendo que elas produzem em nós um peso de glória incalculável, que nos prepara para vivermos uma eternidade repleta de alegria e paz.
Que o Senhor abençoe você!
(TG. 1:2-4).
“Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações,
Sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança;
E “a perseverança tem a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.”
Como dissemos no estudo passado, embora seja classificado como epístola, o livro de Tiago parece-se muito mais com uma coletânea de sermões. Ele simplesmente faz uma breve saudação, que nos informa apenas quem ele é (e com alguns questionamentos que já apresentamos) e quem são seus destinatários.
Logo depois, ele já começa a desenvolver um tema que era extremamente relevante em seus dias, e não é menos relevante nos nossos: “o lugar das provações da vida do Cristão”. Como lidar com as provações? Elas são ruins, como muitas vezes achamos? Por que somos provados? Basicamente, é sobre isto que vamos falar hoje.
Para os leitores contemporâneos da carta de Tiago, este assunto era incrivelmente pertinente porque estava muito próxima a perseguição que viria, de fato, no ano 64 D. C, através do imperador Nero, e que seria a primeira das dez perseguições que a Igreja sofreria, até o terceiro século da era Cristã. O livro de Atos nos relata a morte de Estevão (At. 7), a dispersão que veio com a perseguição que teve início com a morte de Estevão (At.8:1-4), a morte de Tiago e a perseguição a muitos outros, incluindo a Pedro (At. 12:1-17). Assim, não é de se admirar que o coração de toda a Igreja estivesse contristado com todos estes acontecimentos. Tiago, porém, desejava encorajar a Igreja para que perseverasse na fé em Cristo.
Também hoje o Espírito Santo quer nos encorajar a perseverarmos na fé, sem desistir, sem dar às perseguições uma dimensão que elas não têm. Não precisamos falar do quanto esta mensagem é pertinente para os nossos dias, uma vez que vemos claramente a perseguição sendo formada, através de algumas leis que estão sendo reformuladas. Além disso, você mesmo tem as suas próprias provações, assim como os leitores diretos de Tiago.
Não dá para negar que elas existem, mas como lidar com elas? Tiago nos dá alguns conselhos, e o primeiro deles é que devemos nos alegrar quando passarmos por provações. Portanto, ter uma atitude positiva em relação às provações é imprescindível. Não devemos nem precisamos ver as provações como algo ruim, ou como o fim da nossa esperança. Quando elas vierem, precisamos crer que não vamos morrer na praia, como diz o dito popular. Até porque, morrer na praia não é final para quem serve ao Deus que quando não acalma a tempestade, faz-nos andar sobre as bravas águas. Esta esperança de que seremos vitoriosos no final tem duas razões de ser:
1. As provações servem como autenticadores da nossa fé (Tg. 1:3).
Observemos por um momento a história de Jó. Quando o Senhor o provou, não queria saber se Jó era íntegro ou não, se ele cria ou não. Disso ele já sabia, e até disse a Satanás (Joó. 1:7-12; 2:2-10) Foi o Senhor mesmo quem chamou a atenção de Satanás para a vida de Jó. Deus não atendeu a um pedido de Satanás, de forma não planejada. Deus fez a sua própria vontade, sabia exatamente quem era o seu servo, o quanto ele poderia suportar, e como queria engrandecê-lo na presença de todos, quer no mundo físico, quer no mundo espiritual. Ficou cabalmente provada a integridade e a autenticidade da fé de Jó.
Pedro, de forma semelhante, afirma que as provações e perseguições que enfrentamos são uma excelente oportunidade para darmos bom testemunho de nossa fé (i PE. 2:18-25).
Assim, o objetivo de Deus não é nos destruir, mas sim tornar conhecida a autenticidade da nossa fé. É fácil dizer que Cristo faz milagres, mas melhor do que dizer é viver os milagres. É simples dizer que Cristo reina soberanamente sobre todas as coisas, mas melhor ainda é deixar que o seu Reino seja estabelecido em nossas vidas e reescreva as histórias que tínhamos escrito para nós.
2. As provações produzem crescimento.
A provação não nos sobrevém para sermos destruídos, mas para nos tornarmos maduros. É isto que Tiago quer dizer com a palavra perfeito, sem falta de nada. O apóstolo Paulo nos mostra o processo de crescimento que as provas produzem em nós, até ficarmos completos, como disse anteriormente Tiago (Rm. 5:3-5).
Jó cresceu em comunhão com Deus muito mais do que cresceu na sua prosperidade (Jó. 42:5). O salmista disse que foi bom que ele passasse pelas aflições para que conhecesse a obediência (Sl. 119:71). Assim, o Senhor nos prova para que possamos, como filhos, termos nosso caráter aperfeiçoado e cada vez mais parecido com o dEle, e para que possamos estar bem equipados para enfrentarmos obstáculos maiores, que nos trarão vitórias ainda superiores.
Pedro, no início de sua primeira Epístola, dá-nos igualmente estas duas razões para vermos as provações como acontecimentos bons e necessários (1 Pe. 1:6-9). Não precisamos orar para sermos provados, nem tão pouco precisamos abrir as portas para passarmos por provações desnecessárias, muitas vezes. O que precisamos mesmo é passar por elas crendo que apenas passaremos, e não ficaremos ou morreremos nelas.
Que o Senhor nos ensine a passar apenas pelas provas necessárias, e que passemos por elas com alegria, sabendo que elas produzem em nós um peso de glória incalculável, que nos prepara para vivermos uma eternidade repleta de alegria e paz.
Que o Senhor abençoe você!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
I ESTUDO DA CARTA DE TIAGO
Olá, amados! A paz do Senhor!
Como dissemos a semana passada, estamos começando uma série de estudos aqui no blog. Mande seus comentários, sugestões, acrescente e permita que o Senhor edifique a todos nós através da sua vida!
Esse primeiro estudo será bem introdutório, afim de que conheçamos um pouquinho acerca do livro de Tiago, antes de entrarmos nele, de fato. Mesmo assim, a minha oração é que o Senhor possa abençoar sua vida!
Grande abraço!
“Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que estão dispersas, saúde.” (Tg. 1.1).
A Epístola de Tiago faz parte do que denominamos de Epístolas Gerais, ou seja, são as epístolas que não foram escritas para uma Igreja especificamente, mas para as Igrejas. São elas Hebreus, Tiago, primeira e segunda de Pedro, primeira, segunda e terceira de João e Judas.
1. Autoria:
O nome Tiago significa “o que suplantou”. Há três teorias que explicam a autoria da carta de Tiago. A primeira aponta Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João como o autor da carta (Mc. 1.19; Mt. 4.21). Entretanto, este Tiago foi morto pelo rei Herodes Agripa I, (At. 12.1-2), aproximadamente no ano 44 D.C, o que lhe impossibilita de ser o autor. Tiago, filho de Alfeu (Mt. 10.3; Mc. 15.40; Mt. 21.6) também é apresentado como o autor da carta. Entretanto, ele não era considerado um apóstolo, o que não lhe conferia o reconhecimento público necessário para tanto. Por fim, temos Tiago, o irmão do Senhor (Mt. 13.55; Gl. 1.19), que se converteu por ocasião da ressurreição de Jesus (1 Co. 15.7), e foi o líder da Igreja em Jerusalém (At. 15.13; 21.18; Gl. 2.9).
2. Destinatário:
No primeiro verso da carta lemos que ela foi escrita às doze tribos da dispersão. Isto pode significar duas coisas: A primeira é que Tiago escreve aos que eram Judeus convertidos e estavam espalhados por vários outros lugares, desde o cativeiro Babilônico (597 A.C) que durou setenta anos. E o segundo é que Tiago estava escrevendo àqueles irmãos que por causa da perseguição que sobreveio ao Cristianismo depois da morte de Estevão e Tiago, irmão de João, foram para outros lugares. Isto faz com que a carta esteja repleta do Espírito Judaico, pois ela foi escrita, primordialmente, para os Judeus convertidos que estavam dispersos.
3. Natureza da carta:
Há alguns aspectos que se destacam nesta epístola:
A) Forte tom de exortação pastoral.
B) Desprendimento de sua estrutura: A maior parte da carta é composta de parágrafos curtos que parecem não ter nenhuma relação com o anterior, em alguns casos, dificultando assim encontrarmos um tema central.
C) Extenso uso de metáforas e ilustrações, que tornavam a carta mais popular.
D) A propensão de Tiago de usar outras fontes.
Tudo isso contribui para que Tiago tenha forma muito mais de vários sermões, do que propriamente de uma epístola, especialmente porque nela não encontramos saudação ou conclusão.
4. Data:
A Epístola de Tiago foi escrita mais ou menos em 55-60 D.C, pois a condição institucionalizada das Igrejas endereçadas em Tiago, junto com o problema do mundanismo, nos levam a esta data, de modo que Tiago pode ser o documento mais antigo do Novo Testamento.
5. Mensagem:
O tema central desta carta é “justificação diante dos homens”. Muitos afirmam que a Teologia de Tiago se opõe à Teologia de Paulo. Entretanto, enquanto Paulo foca na justificação que nos torna salvos e que só vem mediante o sacrifício perfeito de Cristo e mediante a nossa fé colocada nEle, Tiago, embora não discordando de Paulo, foca naquela justificação diante dos homens e que evidencia a salvação que um dia recebemos através das nossas obras. Em outras palavras, somos salvos através da salvação que vem de Cristo, mas depois de a recebermos, precisamos ter atitudes que condizem com o que recebemos de Deus. Isto também é defendido pelo apóstolo Paulo (Ef. 2.10; Cl. 3).
6. Esboço:
I. Declaração de abertura (Tg. 1.2-18).
II. A necessidade de se colocar em prática a palavra de Deus (Tg. 1.19-2.26).
III. Brigas na comunidade e seu antídoto (Tg. 3.1-4.12).
IV. Tipos de atitudes e comportamentos que devem caracterizar a vida “nos útimos dias” (Tg.4.13-5.11).
V. Questões de oração e juramento, com a conclusão com o estímulo para que se conduza os pecadores ao arrependimento (Tg. 5.12-20).
7. Aplicação.
Aprendemos com Tiago que embora sejamos salvos pela fé e devamos viver pela fé, nossa fé também tem um aspecto prático que precisa ser vivido. É a prática que evidencia os frutos de arrependimento presentes no coração. Devemos atentar para a perspectiva de Tiago de que tudo o que acontece conosco, ou tudo o que acontece com os nossos relacionamentos interpessoais, é simplesmente fruto do que aconteceu primeiro dentro de nós. Portanto, se somos provados, somos para sermos modados por dentro; se somos tentados, somos por causa dos maus desejos que existem lá dentro; se vivemos uma fé superficial e religiosa, vivemos por causa da nossa falta de paixão pelo Senhor e pela nossa falta de comunhão com ele; se não guardamos os mandamentos do Senhor, é porque temos amado mais a vida que o mundo nos oferece; se tantas confusões acontecem no meo da Igreja, acontecem porque colocamos os nossos desejos e necessidades em primeiro lugar, vendo o outro não como irmão, mas como inimigo; se não temos a conduta correta, é porque precisamos corrigir os sentimentos.
Que o Senhor, em Cristo, nos abençoe.
Como dissemos a semana passada, estamos começando uma série de estudos aqui no blog. Mande seus comentários, sugestões, acrescente e permita que o Senhor edifique a todos nós através da sua vida!
Esse primeiro estudo será bem introdutório, afim de que conheçamos um pouquinho acerca do livro de Tiago, antes de entrarmos nele, de fato. Mesmo assim, a minha oração é que o Senhor possa abençoar sua vida!
Grande abraço!
“Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que estão dispersas, saúde.” (Tg. 1.1).
A Epístola de Tiago faz parte do que denominamos de Epístolas Gerais, ou seja, são as epístolas que não foram escritas para uma Igreja especificamente, mas para as Igrejas. São elas Hebreus, Tiago, primeira e segunda de Pedro, primeira, segunda e terceira de João e Judas.
1. Autoria:
O nome Tiago significa “o que suplantou”. Há três teorias que explicam a autoria da carta de Tiago. A primeira aponta Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João como o autor da carta (Mc. 1.19; Mt. 4.21). Entretanto, este Tiago foi morto pelo rei Herodes Agripa I, (At. 12.1-2), aproximadamente no ano 44 D.C, o que lhe impossibilita de ser o autor. Tiago, filho de Alfeu (Mt. 10.3; Mc. 15.40; Mt. 21.6) também é apresentado como o autor da carta. Entretanto, ele não era considerado um apóstolo, o que não lhe conferia o reconhecimento público necessário para tanto. Por fim, temos Tiago, o irmão do Senhor (Mt. 13.55; Gl. 1.19), que se converteu por ocasião da ressurreição de Jesus (1 Co. 15.7), e foi o líder da Igreja em Jerusalém (At. 15.13; 21.18; Gl. 2.9).
2. Destinatário:
No primeiro verso da carta lemos que ela foi escrita às doze tribos da dispersão. Isto pode significar duas coisas: A primeira é que Tiago escreve aos que eram Judeus convertidos e estavam espalhados por vários outros lugares, desde o cativeiro Babilônico (597 A.C) que durou setenta anos. E o segundo é que Tiago estava escrevendo àqueles irmãos que por causa da perseguição que sobreveio ao Cristianismo depois da morte de Estevão e Tiago, irmão de João, foram para outros lugares. Isto faz com que a carta esteja repleta do Espírito Judaico, pois ela foi escrita, primordialmente, para os Judeus convertidos que estavam dispersos.
3. Natureza da carta:
Há alguns aspectos que se destacam nesta epístola:
A) Forte tom de exortação pastoral.
B) Desprendimento de sua estrutura: A maior parte da carta é composta de parágrafos curtos que parecem não ter nenhuma relação com o anterior, em alguns casos, dificultando assim encontrarmos um tema central.
C) Extenso uso de metáforas e ilustrações, que tornavam a carta mais popular.
D) A propensão de Tiago de usar outras fontes.
Tudo isso contribui para que Tiago tenha forma muito mais de vários sermões, do que propriamente de uma epístola, especialmente porque nela não encontramos saudação ou conclusão.
4. Data:
A Epístola de Tiago foi escrita mais ou menos em 55-60 D.C, pois a condição institucionalizada das Igrejas endereçadas em Tiago, junto com o problema do mundanismo, nos levam a esta data, de modo que Tiago pode ser o documento mais antigo do Novo Testamento.
5. Mensagem:
O tema central desta carta é “justificação diante dos homens”. Muitos afirmam que a Teologia de Tiago se opõe à Teologia de Paulo. Entretanto, enquanto Paulo foca na justificação que nos torna salvos e que só vem mediante o sacrifício perfeito de Cristo e mediante a nossa fé colocada nEle, Tiago, embora não discordando de Paulo, foca naquela justificação diante dos homens e que evidencia a salvação que um dia recebemos através das nossas obras. Em outras palavras, somos salvos através da salvação que vem de Cristo, mas depois de a recebermos, precisamos ter atitudes que condizem com o que recebemos de Deus. Isto também é defendido pelo apóstolo Paulo (Ef. 2.10; Cl. 3).
6. Esboço:
I. Declaração de abertura (Tg. 1.2-18).
II. A necessidade de se colocar em prática a palavra de Deus (Tg. 1.19-2.26).
III. Brigas na comunidade e seu antídoto (Tg. 3.1-4.12).
IV. Tipos de atitudes e comportamentos que devem caracterizar a vida “nos útimos dias” (Tg.4.13-5.11).
V. Questões de oração e juramento, com a conclusão com o estímulo para que se conduza os pecadores ao arrependimento (Tg. 5.12-20).
7. Aplicação.
Aprendemos com Tiago que embora sejamos salvos pela fé e devamos viver pela fé, nossa fé também tem um aspecto prático que precisa ser vivido. É a prática que evidencia os frutos de arrependimento presentes no coração. Devemos atentar para a perspectiva de Tiago de que tudo o que acontece conosco, ou tudo o que acontece com os nossos relacionamentos interpessoais, é simplesmente fruto do que aconteceu primeiro dentro de nós. Portanto, se somos provados, somos para sermos modados por dentro; se somos tentados, somos por causa dos maus desejos que existem lá dentro; se vivemos uma fé superficial e religiosa, vivemos por causa da nossa falta de paixão pelo Senhor e pela nossa falta de comunhão com ele; se não guardamos os mandamentos do Senhor, é porque temos amado mais a vida que o mundo nos oferece; se tantas confusões acontecem no meo da Igreja, acontecem porque colocamos os nossos desejos e necessidades em primeiro lugar, vendo o outro não como irmão, mas como inimigo; se não temos a conduta correta, é porque precisamos corrigir os sentimentos.
Que o Senhor, em Cristo, nos abençoe.
I ANO DA PARÓQUIA BETESDA! GLÓRIA A DEUS!
Convite
O Rev. Francisco Rubem da Silva, Reitor da Igreja Episcopal Carismática do Brasil -Paróquia Betesda tem a honra de convidar V.Sa. e família para o Culto de Ação de Graças em agradecimento a Deus pelo primeiro aniversário da IECB Paróquia Betesda, no dia 06 de Outubro de 2010, às 19:30 hs.
Sua presença e orações são desejadas.
Rua Catulo da Paixão Cearense, 350, Jardim Atlântico - Olinda - PE.
Blog: www.paroquiabetesda.blogspot.com
E-mail: paroquiabetesda@gmail.com
O Rev. Francisco Rubem da Silva, Reitor da Igreja Episcopal Carismática do Brasil -Paróquia Betesda tem a honra de convidar V.Sa. e família para o Culto de Ação de Graças em agradecimento a Deus pelo primeiro aniversário da IECB Paróquia Betesda, no dia 06 de Outubro de 2010, às 19:30 hs.
Sua presença e orações são desejadas.
Rua Catulo da Paixão Cearense, 350, Jardim Atlântico - Olinda - PE.
Blog: www.paroquiabetesda.blogspot.com
E-mail: paroquiabetesda@gmail.com
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA: NECESSIDADE DE TODO O CRISTÃO
CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA: NECESSIDADE DE TODO O CRISTÃO
“Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; Dispõe o meu coração para só temer o teu nome.”
(Sl. 86:11).
Esta deve ser a nossa oração todos os dias. O conhecimento do Senhor é uma dádiva dEle para o seu povo e deve ser desejado por nós mais do que temos desejado as suas bênçãos. Afinal, se queremos relacionamentos profundos e verdadeiros, não nos relacionamos com o outro pensando apenas em receber o que ele pode nos dar, mas antes de qualquer coisa, desejamos conhecê-lo, estar com ele, ter a sua presença mais do que os seus presentes. É assim que nos sentimos quando estamos apaixonados, e é este sentimento que deve invadir o nosso coração quando pensamos no nosso relacionamento com o Senhor. Foi por este motivo que o Senhor exortou a Igreja de Éfeso, que embora fosse conhecida como uma Igreja que amava aobra do Senhor precisava voltar a amar a sua presença, precisava voltar ao primeiro amor (Ap. 2:1-5). Também nós precisamos nos arrepender e voltar às primeiras obras: voltar à oração, à consagração, aos momentos a sós com Deus, pois estes são os momentos em que mais o conhecemos.
Conhecer ao Senhor é algo tão necessário, que se torna um fator determinante no que se refere à nossa vida e ao nosso futuro. Em provérbios aprendemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv. 1:7). Sabemos que só teme ao Senhor aquele que o conhece, de modo que podemos concluir que quando conhecemos e tememos ao Senhor, adquirimos a sabedoria necessária para tudo o que fizermos. O Profeta Oséias nos exorta a conhecermos ao Senhor constantemente (Os 6:3), o que nos mostra que não há ninguém que o conheça tanto que não precise conhecê-lo ainda mais.
No entanto, o conhecimento que pouco a pouco adquirimos do Senhor tem uma finalidade clara: Fazer-nos andar nos seus caminhos. O Senhor não nos dá uma informação simplesmente para que a tenhamos, mas para que a coloquemos em prática. A Palavra do Senhor está repleta de exemplos que nos mostram que não conhecer qual é a vontade de Deus para nós é melhor do que conhecer e não andar em conformidade com ela. Oséias denuncia que o povo do Senhor estava sendo destruído pelo pecado da idolatria, em grande parte, por causa dos sacerdotes que conheciam, mas não praticavam a vontade de Deus nem a ensinavam ao povo (Os. 4:1-10). Jesus nos ensina que é mais obediente aquele que se nega a fazer a vontade do Senhor a princípio, mas a faz posteriormente, do que aquele que se dispõe a fazê-la, mas desobedece depois (Mt. 21:28-32). Tiago nos exorta a sermos, não apenas meros ouvintes, mas operosos praticantes da Palavra do Senhor (Tg. 21:22-25
Por último, o salmista nos ensina neste texto que precisamos decidir obedecer ao Senhor. Ele pede que o Senhor disponha o seu coração para só temer ao nome dEle. Isto deve nos ensinar que a obediência é, sobretudo, decisão, entender o que é mais importante, o que ocupa verdadeiramente o lugar de tesouro no seu coração.
Diariamente, seremos confrontados e teremos que escolher se vamos ou não obedecer ao Senhor. O mundo sempre nos oferecerá coisas apetitosas aos olhos, como aconteceu no Éden. Muitas vezes, assim como Eva, receberemos ofertas para possuirmos conhecimentos que nos afastam de Deus e para vivermos uma vida “independente” dEle (Gn. 3:1-7). Entretanto, precisamos lembrar que as nossas escolhas tem conseqüências eternas (Gl. 6:7-10), que o prazer do pecado é momentâneo e leva à morte (Tg. 1:13-15; Gn. 3:8-19), e que o conhecimento de Deus supera qualquer outro conhecimento que possamos ter (Fp. 3:7-11), porque sem Ele nada podemos fazer (Jo. 15:4-8).
Portanto, amados, a minha oração é que o Senhor, em sua infinita misericórdia, disponha o nosso coração para só temer ao seu nome, e que nós, sempre que formos corrigidos ou instruídos por Deus, não endureçamos o nosso coração, mas estejamos dispostos a andar nos caminhos do Senhor independente do presso que nos custe.
Que o Senhor, em Cristo, nos abençoe.
Nota:
Amados, por falar em conhecer a Deus, vou começar a prepara alguns estudos bem edificantes para colocar aqui. Vamos estudar alguns livros da Bíblia, pelo menos de forma panorâmica, e outros vamos estudar mais profundamente. Esta é mais uma oportunidade que você terá de conhecer, junto comigo, ainda mais o Senhor. Vamos crescer juntos no conhecimento, para que possamos crescer também na obediência, amém?
Um abraço fraternal, e até a próxima semana!
“Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; Dispõe o meu coração para só temer o teu nome.”
(Sl. 86:11).
Esta deve ser a nossa oração todos os dias. O conhecimento do Senhor é uma dádiva dEle para o seu povo e deve ser desejado por nós mais do que temos desejado as suas bênçãos. Afinal, se queremos relacionamentos profundos e verdadeiros, não nos relacionamos com o outro pensando apenas em receber o que ele pode nos dar, mas antes de qualquer coisa, desejamos conhecê-lo, estar com ele, ter a sua presença mais do que os seus presentes. É assim que nos sentimos quando estamos apaixonados, e é este sentimento que deve invadir o nosso coração quando pensamos no nosso relacionamento com o Senhor. Foi por este motivo que o Senhor exortou a Igreja de Éfeso, que embora fosse conhecida como uma Igreja que amava aobra do Senhor precisava voltar a amar a sua presença, precisava voltar ao primeiro amor (Ap. 2:1-5). Também nós precisamos nos arrepender e voltar às primeiras obras: voltar à oração, à consagração, aos momentos a sós com Deus, pois estes são os momentos em que mais o conhecemos.
Conhecer ao Senhor é algo tão necessário, que se torna um fator determinante no que se refere à nossa vida e ao nosso futuro. Em provérbios aprendemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv. 1:7). Sabemos que só teme ao Senhor aquele que o conhece, de modo que podemos concluir que quando conhecemos e tememos ao Senhor, adquirimos a sabedoria necessária para tudo o que fizermos. O Profeta Oséias nos exorta a conhecermos ao Senhor constantemente (Os 6:3), o que nos mostra que não há ninguém que o conheça tanto que não precise conhecê-lo ainda mais.
No entanto, o conhecimento que pouco a pouco adquirimos do Senhor tem uma finalidade clara: Fazer-nos andar nos seus caminhos. O Senhor não nos dá uma informação simplesmente para que a tenhamos, mas para que a coloquemos em prática. A Palavra do Senhor está repleta de exemplos que nos mostram que não conhecer qual é a vontade de Deus para nós é melhor do que conhecer e não andar em conformidade com ela. Oséias denuncia que o povo do Senhor estava sendo destruído pelo pecado da idolatria, em grande parte, por causa dos sacerdotes que conheciam, mas não praticavam a vontade de Deus nem a ensinavam ao povo (Os. 4:1-10). Jesus nos ensina que é mais obediente aquele que se nega a fazer a vontade do Senhor a princípio, mas a faz posteriormente, do que aquele que se dispõe a fazê-la, mas desobedece depois (Mt. 21:28-32). Tiago nos exorta a sermos, não apenas meros ouvintes, mas operosos praticantes da Palavra do Senhor (Tg. 21:22-25
Por último, o salmista nos ensina neste texto que precisamos decidir obedecer ao Senhor. Ele pede que o Senhor disponha o seu coração para só temer ao nome dEle. Isto deve nos ensinar que a obediência é, sobretudo, decisão, entender o que é mais importante, o que ocupa verdadeiramente o lugar de tesouro no seu coração.
Diariamente, seremos confrontados e teremos que escolher se vamos ou não obedecer ao Senhor. O mundo sempre nos oferecerá coisas apetitosas aos olhos, como aconteceu no Éden. Muitas vezes, assim como Eva, receberemos ofertas para possuirmos conhecimentos que nos afastam de Deus e para vivermos uma vida “independente” dEle (Gn. 3:1-7). Entretanto, precisamos lembrar que as nossas escolhas tem conseqüências eternas (Gl. 6:7-10), que o prazer do pecado é momentâneo e leva à morte (Tg. 1:13-15; Gn. 3:8-19), e que o conhecimento de Deus supera qualquer outro conhecimento que possamos ter (Fp. 3:7-11), porque sem Ele nada podemos fazer (Jo. 15:4-8).
Portanto, amados, a minha oração é que o Senhor, em sua infinita misericórdia, disponha o nosso coração para só temer ao seu nome, e que nós, sempre que formos corrigidos ou instruídos por Deus, não endureçamos o nosso coração, mas estejamos dispostos a andar nos caminhos do Senhor independente do presso que nos custe.
Que o Senhor, em Cristo, nos abençoe.
Nota:
Amados, por falar em conhecer a Deus, vou começar a prepara alguns estudos bem edificantes para colocar aqui. Vamos estudar alguns livros da Bíblia, pelo menos de forma panorâmica, e outros vamos estudar mais profundamente. Esta é mais uma oportunidade que você terá de conhecer, junto comigo, ainda mais o Senhor. Vamos crescer juntos no conhecimento, para que possamos crescer também na obediência, amém?
Um abraço fraternal, e até a próxima semana!
Assinar:
Postagens (Atom)